AGRONEGÓCIO

Chapecó Sedia a 1ª Feira Regional do Mel: Conheça e Aprecie a Produção Local

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Chapecó será o cenário da 1ª Feira Regional do Mel, marcada para o dia 3 de agosto, na Praça Coronel Bertaso, das 8h às 18h. Este evento inédito promete uma experiência única para os amantes do mel e curiosos sobre o produto. A feira contará com a presença de cinco apicultores dos municípios de Chapecó, Faxinal dos Guedes, Seara e Xaxim, que apresentarão seus produtos certificados e frescos.

Os visitantes terão a oportunidade de adquirir mel direto do produtor a preços acessíveis, conhecer a história e o processo de produção do mel, e aprender sobre a importância da apicultura para o meio ambiente. Além disso, poderão degustar diferentes tipos de mel e escolher seus favoritos para levar para casa.

Oportunidade para o Setor

Arildo Jacobus, analista de negócios do Sebrae/SC, destaca a importância do evento: “Como o mel é um alimento que precisa de mais incentivo para o consumo, acreditamos que, após esta primeira edição, a feira se expandirá para outros municípios, estimulando a busca dos consumidores. Santa Catarina é um grande produtor de mel, especialmente em nossa região, onde representa uma renda auxiliar significativa nas pequenas propriedades rurais. O mel local se destaca pela sua riqueza e alta qualidade no mercado. O Sebrae/SC está comprometido em ajudar os apicultores a legalizar a produção e capacitar os empreendedores que desejam expandir seus negócios”, ressalta Jacobus.

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Silmar Heck, consultor credenciado ao Sebrae/SC, explica que a feira visa facilitar a venda direta do mel dos produtores para os consumidores: “O mel disponível para venda será inspecionado e rotulado, garantindo a qualidade para quem compra. Queremos promover uma interação direta entre produtor e consumidor, eliminando intermediários na negociação”, comenta Heck.

Apoio e Parcerias

A realização da feira conta com o apoio do Sebrae/SC, Epagri, Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (Amosc), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó, Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Meio Ambiente (Cidema), Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural da Prefeitura de Chapecó.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos

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A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.

Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.

Mercado internacional exige transparência total na produção animal

Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.

“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.

Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas

A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.

“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.

Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.

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Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global

De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.

“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.

Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.

“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.

Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno

Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.

“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.

Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.

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Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo

A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.

“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.

União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil

Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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