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Artigo: “Recrutamento e seleção, passos para um processo seletivo de sucesso”

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Artigo: “Recrutamento e seleção, passos para um processo seletivo de sucesso”
Miguel Pierre

Artigo: “Recrutamento e seleção, passos para um processo seletivo de sucesso”

O processo de recrutamento e seleção é crucial para o sucesso de qualquer organização, pois garante a contratação de talentos que irão contribuir significativamente para o crescimento e a eficiência da empresa. Para alcançar esse objetivo, é essencial seguir um conjunto de passos bem definidos e estratégias eficazes.

1. Planejamento Estratégico

O primeiro passo é desenvolver um planejamento estratégico que inclua a definição clara dos cargos, funções e responsabilidades, bem como os níveis salariais. Um plano de cargos e salários bem estruturado ajuda a delinear as competências técnicas e comportamentais necessárias para cada posição.

2. Descrição da Vaga

Elaborar uma descrição detalhada da vaga é fundamental. Isso inclui as atribuições, qualificações necessárias e os traços comportamentais esperados. Uma descrição precisa evita perda de tempo e desgaste desnecessário, economizando tempo e recursos.

3. Atração de Candidatos

Para atrair os melhores candidatos, é importante utilizar diversas fontes de recrutamento, como anúncios em redes sociais profissionais, sites de empregos e plataformas especializadas. Além disso, a empresa pode utilizar headhunters para buscar talentos específicos e altamente qualificados.

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4. Triagem de Currículos

A triagem de currículos é uma etapa crucial para identificar os candidatos que melhor se adequam ao perfil da vaga.

5. Entrevistas e Avaliações

As entrevistas devem ser bem estruturadas para avaliar tanto as competências técnicas quanto as comportamentais dos candidatos – não se deve ter pressa e o ideal é que o contato, sempre que possível, seja presencial nesta fase. A inclusão de avaliações psicológicas pode ser útil para analisar características como liderança, capacidade analítica e raciocínio lógico.

6. Escolha do Candidato Ideal

Após as entrevistas, é importante comparar os candidatos com base em critérios objetivos e alinhados com a cultura organizacional da empresa. Isso ajuda a garantir que o escolhido não apenas atenda aos requisitos técnicos, mas também se adapte bem ao ambiente de trabalho da sua empresa…não existe o candidato ideal, mas sim o candidato que tem maior aderência ao seu negócio.

7. Processo de Integração

Uma vez selecionado, o candidato deve passar por um processo de integração bem estruturado para se familiarizar com a cultura da empresa, suas responsabilidades e os colegas de trabalho. Esse passo é essencial para garantir uma adaptação rápida e eficiente.

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Um processo de recrutamento e seleção bem feito não apenas atrai talentos, mas também contribui para a retenção de funcionários, redução da rotatividade e melhoria do desempenho organizacional. Investir nesse processo é fundamental para o sucesso e a competitividade da empresa no mercado.

Ao atrair e selecionar os melhores talentos, a empresa estará melhor preparada para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades no mercado.

*Miguel Pierre: especialista em Planejamento Estratégico trabalha apoiando pequenas, médias e grandes empresas do Segmento de Saúde e Médicos, que buscam se preparar para enfrentar todos desafios de uma área em constante mudança e atualização.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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