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Ações chinesas sofrem queda diante de preocupações econômicas e redução nas taxas de empréstimo

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As ações na China recuaram nesta quinta-feira, refletindo uma tendência de queda nos mercados globais, impulsionada por preocupações sobre a economia do país. A decisão do Banco Central chinês de realizar uma operação de empréstimo a taxas reduzidas aumentou o pessimismo entre os investidores.

O índice de Xangai atingiu o nível mais baixo desde 19 de fevereiro, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em uma mínima de três meses. A pressão sobre os mercados asiáticos foi exacerbada por uma queda generalizada nas ações globais de tecnologia, levando os investidores a buscar ativos mais seguros, como títulos de curto prazo, iene e franco suíço.

Em uma tentativa de estimular a economia, o Banco Central da China surpreendeu os mercados ao realizar, pela segunda vez na semana, uma operação de empréstimo não programada com taxas significativamente mais baixas. Esta ação sugere um esforço das autoridades para oferecer um estímulo monetário mais robusto, frente aos desafios econômicos enfrentados pelo país.

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Os mercados reagiram negativamente a essas medidas, interpretando-as como um sinal de que as pressões deflacionárias e a fraqueza na demanda dos consumidores são mais graves do que se esperava. Dados recentes do PIB chinês ficaram abaixo das expectativas, aumentando as preocupações.

Ao final do pregão, o índice de Xangai recuou 0,52%, enquanto o índice CSI300, que abrange as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,55%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve uma queda de 1,67%.

Outros mercados asiáticos também registraram quedas: em Tóquio, o índice Nikkei caiu 3,28%, fechando a 37.869 pontos. Em Seul, o índice KOSPI teve uma desvalorização de 1,74%, enquanto em Cingapura, o índice Straits Times perdeu 0,88%. Por outro lado, o índice TAIEX em Taiwan registrou um aumento de 2,76%, destoando da tendência regional. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 1,29%, acompanhando a tendência de queda nos mercados da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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