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Pedro Paulo desiste da vaga de vice-prefeito do Rio na chapa de Eduardo Paes

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Pedro Paulo desiste da vaga de vice-prefeito do Rio na chapa de Eduardo Paes
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Pedro Paulo desiste da vaga de vice-prefeito do Rio na chapa de Eduardo Paes

O deputado federal Pedro Paulo (PSD) procurou o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato à reeleição, e pediu que não fosse mais considerado como possível candidato a vice para as eleições municipais deste ano. A decisão do então favorito a compor a chapa se deve à suposta existência de um vídeo íntimo dele, que poderia ser explorado durante a campanha eleitoral.

A informação foi divulgada pelo portal Agenda do Poder . No encontro, Pedro Paulo informou ao prefeito que não poderá participar do processo eleitoral porque o suposto vídeo poderia vir à tona e seria explorado por adversários durante a campanha. O prefeito Eduardo Paes confirma o teor do encontro com Pedro Paulo, diz que não tem nenhuma decisão tomada e que só vai se manifestar sobre o vice no momento oportuno.

O primeiro revés na campanha de Paes ocorre dois dias após o PSD confirmar o nome do prefeito à reeleição em convenção do partido no sábado (20). Favorito com folga nas pesquisas de intenção de voto e com um recall político de três mandatos à frente da segunda maior cidade do País, Paes só deve bater o martelo sobre o companheiro de chapa em agosto.

A alta popularidade e a expectativa de vitória em primeiro turno – a pesquisa Datafolha mais recente aponta Paes com 53% dos votos válidos – garantiu ao prefeito do Rio poder de escolha. Cortejado por PT, PSB e PDT pela vaga de vice na chapa, Paes vai estender a indefinição até o prazo de registro das candidaturas.

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Não é a primeira vez que a vida pessoal de Pedro Paulo atrapalha seus planos políticos. Em 2016, candidato do MDB à Prefeitura do Rio, Pedro Paulo foi acusado de agressão contra a ex-mulher. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu pelo arquivamento da investigação após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Federação PSDB-Cidadania fecha com o PP
A federação formada pelo Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB) e pelo Cidadania decidiu apoiar o deputado federal Marcelo Queiroz (PP) como pré-candidato para o cargo de prefeito do Rio Janeiro nas eleições de 2024. O Cidadania era a favor da reeleição do atual gestor da cidade, Eduardo Paes (PSD), porém o PSDB sugeriu a nova indicação.

Após votação realizada em reunião virtual, a proposta do PSDB ganhou, pois a legenda possui maior peso no colegiado. A expectativa é que vereadora Teresa Bergher (PSDB) seja a indicada como vice. Para o presidente da federação e do PSDB, Marconi Perillo, a decisão foi democrática e harmoniosa. Na ocasião, ele agradeceu a todos presentes por terem apresentado as proposições de maneira respeitosa.

Queiroz foi oficializado como pré-candidato pelo PP em abril deste ano. À época, ele relatou que deseja seguir um caminho alternativo e focando nos temas municipais.

“O PP é um partido grande. Sou do partido há quase 20 anos e sempre defendi um protagonismo maior. Fui o deputado mais votado da capital e entendemos que temos chance de buscar uma vaga no segundo turno das eleições. Acreditamos numa estratégia mais municipalista, diferentemente das candidatura expostas, com foco ideológico. A ideia da minha candidatura é trazer uma discussão para o dia a dia do cidadão” , disse.

Cenário carioca
Na última quinta-feira (18), Eduardo Paes lançou oficialmente a sua candidatura à reeleição do Rio de Janeiro e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi confirmado como concorrente ao pleito nesta segunda-feira (22).

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De acordo com o Datafolha, em pesquisa realizada no começo deste mês, eles são o primeiro e segundo colocados na corrida eleitoral na cidade, respectivamente. Paes lidera com 53% das intenções de voto, seguido por Ramagem, com 9%, que está empatado tecnicamente com Tarcísio Motta (PSOL), com 7%.

Queiroz aparece como um dos últimos colocados no pleito junto ao deputado estadual Rodrigo Amorim (União), cada um com 2% das intenções de voto. Antes deles há Juliete Pantoja (UP) e Cyro Garcia (PSTU), empatados com 3%. A pesquisa ouviu 840 eleitores entre os dias 2 e 4 de julho. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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