AGRONEGÓCIO

Exportações do Agronegócio Mineiro Alcançam Recorde de US$ 8,2 Bilhões no Semestre

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O agronegócio de Minas Gerais alcançou um novo marco histórico em suas exportações, totalizando US$ 8,2 bilhões no primeiro semestre de 2024. Esse resultado representa um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior, estabelecendo um novo recorde para o semestre. O volume de exportações também teve um desempenho notável, crescendo 14,5% e atingindo 9,1 milhões de toneladas. Os produtos agropecuários corresponderam a 39,3% do valor total das vendas externas do estado.

O subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Caio César Coimbra, destacou que o crescimento das exportações é impulsionado principalmente pelo café. “O agro mineiro demonstra mais uma vez seu potencial como um diferencial positivo para a balança comercial do estado. Este recorde é em grande parte devido ao aumento da demanda pelo café, que representa 42% das exportações do setor e alcançou a maior receita já registrada para os primeiros seis meses do ano”, afirmou Coimbra.

Os produtos mineiros foram enviados para 160 países, com os maiores destinos sendo China (US$ 2,5 bilhões), Estados Unidos (US$ 836 milhões), Alemanha (US$ 580 milhões), Bélgica (US$ 356 milhões) e Itália (US$ 332 milhões).

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Café

As exportações de café atingiram US$ 3,4 bilhões, com o embarque de 15 milhões de sacas. Em comparação com o ano anterior, houve um aumento de 33% na receita e de 35% no volume. Todos os principais mercados importadores registraram aumentos superiores a 20% nas compras do café mineiro, com destaque para a China, que ampliou suas aquisições em 91,5%, totalizando 534 mil sacas.

Complexo Soja

O complexo soja, que inclui grãos, farelo e óleo, gerou uma receita de US$ 2,2 bilhões com o embarque de 5 milhões de toneladas. O setor teve um crescimento de 12% no volume, mas uma diminuição de 8% na receita.

Complexo Sucroalcooleiro

O complexo sucroalcooleiro, que abrange açúcar e álcool, obteve US$ 946 milhões em receita, com a exportação de 1,9 milhão de toneladas. Este setor registrou um aumento de 40,5% no volume e uma queda de 28% na receita.

Carnes

As exportações do setor de carnes, que inclui frango, bovinos e suínos, cresceram 12% em volume, totalizando 228 mil toneladas. A receita dos embarques aumentou 9%, alcançando US$ 712 milhões. A carne bovina, que representa 71% da receita do segmento, totalizou US$ 505 milhões com 117 mil toneladas exportadas. Por outro lado, a carne de frango sofreu uma queda de 12% no valor e de 5% no volume, somando US$ 178 milhões e 95 mil toneladas. O México se destacou com um aumento de 61% nas exportações de frango. A carne suína manteve um desempenho positivo, com um acréscimo de 1% no valor e de 20% no volume, totalizando US$ 22 milhões e 12 mil toneladas.

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Produtos Florestais

As exportações de produtos florestais, que incluem celulose, madeira, papel e borracha, alcançaram US$ 578 milhões com 875 mil toneladas. A celulose, o principal item de comercialização do setor, registrou uma redução nas vendas, totalizando US$ 563 milhões com 844 mil toneladas exportadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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