AGRONEGÓCIO
BASF Inova com Novas Tecnologias para Combater Resistência a Herbicidas em Lavouras de Arroz
Publicado em
22 de julho de 2024por
Da RedaçãoA presença de plantas daninhas nas lavouras de arroz no Brasil é extremamente prejudicial ao desenvolvimento do cereal, impactando significativamente os resultados financeiros dos produtores. Essas plantas invasoras podem causar quebras na produtividade de até 90%, e mesmo em menores índices, reduzem substancialmente a rentabilidade dos rizicultores.
“O maior desafio dos produtores de arroz no Brasil é o combate às plantas daninhas. Para enfrentar esse problema, é crucial incorporar novas ferramentas”, afirma Matheus Scherer, do Desenvolvimento de Mercado da BASF. Em resposta a essa necessidade, a BASF oferece soluções inovadoras como os Sistemas de Produção Clearfield® e Provisia™.
Desafios e Soluções
As principais plantas daninhas que afetam o cultivo de arroz no Brasil incluem o arroz daninho, vermelho, preto, ou voluntário, além do capim arroz. Essas plantas competem por recursos essenciais como água, luz, nutrientes e espaço, além de serem hospedeiras intermediárias de doenças e pragas, complicando ainda mais o manejo.
Há 20 anos, o sistema Clearfield® foi lançado para combater essas ameaças, utilizando herbicidas altamente eficazes contra o arroz vermelho e outras daninhas importantes. No entanto, o uso inadequado da Tecnologia CL, o uso de sementes não certificadas, a subdosagem de herbicidas e o uso de produtos não recomendados levaram ao desenvolvimento de resistência em algumas plantas daninhas. Para enfrentar essa nova realidade, a BASF desenvolveu a tecnologia Provisia™, que complementa o Clearfield®, proporcionando uma diversificação de tecnologias e aumentando o potencial produtivo do arroz.
Tecnologias Clearfield® e Provisia™
A tecnologia Clearfield® é a mais completa no manejo de plantas daninhas associadas ao arroz no Brasil, abrangendo 80% do mercado. Este sistema inclui três pilares principais: cultivares de arroz com a tecnologia CL, sementes certificadas e herbicidas recomendados para a tecnologia.
O uso de sementes certificadas é fundamental para evitar a contaminação das lavouras com plantas resistentes a herbicidas, prática que prejudica a produtividade. A tecnologia Clearfield® atua em um amplo espectro de controle, desde espécies de folha estreita, como gramíneas, até folhas largas, ciperáceas e plantas aquáticas, oferecendo efeito residual tanto em pré-emergência quanto em pós-emergência.
Já a tecnologia Provisia™ se baseia em quatro pilares de ação: tolerância em híbridos de arroz de alto potencial produtivo e qualidade de grãos, um herbicida seletivo para esses híbridos (LD 132 PV), e alta eficiência no controle de plantas de folha estreita, especialmente arroz daninho e capim arroz. “O Provisia™ complementa o Sistema Produtivo BASF, promovendo a longevidade das tecnologias e retardando o processo evolutivo de resistência”, explica Scherer.
Práticas Sustentáveis e Resultados
A BASF recomenda a rotação de sistemas produtivos Clearfield® e Provisia™, juntamente com culturas oxigenadoras, como a soja. “Essa prática de rotação, introduzida em 2009/10, auxilia no combate às plantas daninhas, resultando em melhores tetos produtivos para o arroz”, diz Scherer.
A região Sul do Brasil é a principal produtora de arroz, mas novas fronteiras, como o Norte, também têm registrado excelentes resultados com as tecnologias da BASF. “Isso demonstra nosso compromisso em oferecer soluções inovadoras que visam o manejo eficiente de plantas daninhas e o aumento da produtividade, sem perder de vista a sustentabilidade”, destaca Scherer.
Para mais informações sobre as tecnologias Clearfield® e Provisia™, os interessados podem acessar os canais da BASF ou visitar o site: BASF Agricultura. https://agriculture.basf.com/br
Com novas tecnologias e estratégias inovadoras, a BASF continua a apoiar os produtores de arroz no combate às plantas daninhas, promovendo um cultivo mais produtivo e sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
Published
24 minutos agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.
O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.
Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.
Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.
A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.
Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.
Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.
Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.
Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.
Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.
Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.
Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.
Fonte: Pensar Agro
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