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Raízen Promove Webinar sobre Tecnologias para Prevenção de Incêndios em Canaviais

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A Raízen, líder global em bioenergia, realizou a 5ª edição de seu webinar dedicado à prevenção e combate a incêndios em canaviais, com o tema “Como a tecnologia pode apoiar na prevenção de incêndios”. O evento faz parte da Campanha Anual de Combate a Incêndios, que tem como lema “Quem ama a terra, não chama o fogo”.

O webinar contou com a participação de especialistas como o engenheiro agrônomo Guilherme Lui Paula Bueno, da Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara (Canasol); a meteorologista Dayane Figueiredo, da Climatempo; e os profissionais da Raízen Hamilton Jordão, gerente de geotecnologia e inovações agrícolas; Fabio Melo, gerente de operações agrícolas; e Isadora Montebello, coordenadora de sustentabilidade. O jornalista Rafael Lisbôa atuou como moderador.

O objetivo do evento foi promover o debate e informar a sociedade sobre as ações da Raízen em prol da preservação ambiental e proteção de vidas e patrimônios. Durante a apresentação, a empresa anunciou um investimento de R$ 164 milhões na safra 2024/25 em veículos especiais, equipamentos, capacitação e campanhas para a prevenção de incêndios.

Adaptação Climática e Uso de Tecnologias

Dayane Figueiredo destacou que, mesmo se as emissões de gases de efeito estufa fossem interrompidas, não seria possível retornar à situação climática do início do século XX. “Não se trata mais de mudança, mas de adaptação climática”, enfatizou. Ela recomendou que produtores e empresários do agronegócio adotem tecnologias para identificar rapidamente áreas propensas a incêndios, permitindo uma atuação rápida para extinguir focos ou evitar o início de incêndios.

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Geotecnologia: Uma Parceria Eficaz

A Raízen tem utilizado imagens de satélite para planejar a prevenção de incêndios em seus canaviais. Um exemplo é o sistema Helios, que avalia a proximidade de áreas de risco em relação a núcleos urbanos e rodovias, utilizando 26 diferentes dados climáticos. Essa abordagem permite que caminhões-pipa cheguem rapidamente ao local da ocorrência.

Com uma rede de cerca de 350 estações meteorológicas, a Raízen consegue realizar um cruzamento de informações que facilita o posicionamento estratégico das frotas de combate a incêndios, reduzindo o tempo de resposta em caso de incêndio.

Hamilton Jordão detalhou os diversos recursos tecnológicos empregados pela empresa, incluindo caminhões-pipa automatizados, veículos de intervenção rápida, monitoramento por satélite, câmeras, central de incêndios, torres de vigilância e até acionamento de brigadas aéreas. Ele ressaltou que todas essas ferramentas são complementares e essenciais na luta contra incêndios.

Engajamento dos Produtores de Cana

O engenheiro agrônomo Guilherme Lui Paula Bueno também abordou o comprometimento dos produtores de cana-de-açúcar na cadeia bio sucroenergética. Ele afirmou que, mesmo em propriedades de gestão familiar, há uma plena consciência dos danos causados pelo fogo, e as gerações se apoiam mutuamente na adoção de tecnologias avançadas.

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Continuidade da Campanha Raízen

A Raízen permanece firme em sua Campanha de Combate a Incêndios, que continua com o lema “Quem ama a terra, não chama o fogo”. Nos próximos meses, estão programadas atividades como carreatas e blitzes para incentivar a informação e conscientização nas regiões onde a companhia opera, além de ações educativas em escolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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