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Comercialização e Colheita da Safra de Café 2024/25 no Brasil Avançam de Forma Significativa

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A Safras & Mercado divulgou uma atualização sobre a comercialização e a colheita da safra brasileira de café 2024/25, revelando um avanço considerável em ambos os aspectos. Até o dia 9 de julho, 33% da produção já havia sido comercializada, superando o percentual de 32% do mesmo período do ano passado, mas ainda abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 39%.

Segundo Gil Barabach, consultor da Safras & Mercado, os preços elevados e a percepção de uma safra menor, especialmente para o café conilon, impulsionaram o aumento no fluxo de vendas. As vendas de café arábica também mostraram progresso, com 33% da produção comercializada, acima dos 30% do ano anterior, mas abaixo da média de 39%. “A alta nos preços e o forte interesse de compra justificam o avanço na comercialização. A colheita mais acelerada também favoreceu os negócios, com a demanda dos compradores ditando o ritmo”, comenta Barabach.

Destaque para o Conilon

As vendas de café conilon registraram um aumento significativo, alcançando 32% da produção no início de julho, um salto de 12 pontos percentuais. Apesar disso, o fluxo de vendas ainda está abaixo dos 35% do ano passado e da média de 38% dos últimos cinco anos. Barabach explica que, após um início acelerado, os produtores reduziram o ritmo das vendas, mas voltaram a mostrar interesse devido à alta nos preços.

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Barabach observa que, embora haja muito café nos armazéns, grande parte já está comprometida para exportação, aguardando apenas o transporte para os portos. “O fluxo de venda do conilon deve continuar voltado para a exportação, aproveitando a lacuna deixada pelo Vietnã. O dólar alto e a bolsa de Londres em níveis históricos favorecem esse movimento”, afirma.

“O produtor brasileiro está gerenciando a comercialização com tranquilidade, atento às oportunidades com o dólar e a bolsa, além do clima de inverno. A alta nos preços e a maior disponibilidade física, com o avanço da colheita, têm favorecido novos negócios”, analisa Barabach. No entanto, ele destaca que não há pressa por parte dos vendedores, mantendo a sensação de pouca disponibilidade física.

Colheita Acelerada

A colheita de café no Brasil também segue em ritmo acelerado, beneficiada pelo clima seco nas principais regiões produtoras. Até o dia 9 de julho, 66% da safra 2024/25 já havia sido colhida, um avanço de 8 pontos percentuais em relação à semana anterior. Esse progresso supera o do mesmo período do ano passado, quando 59% da safra havia sido colhida, e também está acima da média de 62% dos últimos cinco anos.

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De acordo com Barabach, a colheita do conilon está adiantada e entregando menos café do que o inicialmente projetado, com 83% da safra já colhida, em comparação com 76% do ano passado e acima da média de 80%. A colheita de arábica, por sua vez, alcança 58% da produção potencial, superando os 50% do ano passado e a média de 53% dos últimos cinco anos. “A preocupação com o tamanho da safra está aumentando”, ressalta Barabach.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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