BRASIL

Inmet emite alerta de geada no Rio Grande do Sul e frio em demais regiões do Brasil

Publicado em

O vale do Caminhos da Neve co geada
Foto: Mycchel Legnaghi

O vale do Caminhos da Neve co geada

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo potencial de geada para o Rio Grande do Sul, com início previsto para a madrugada deste sábado e duração até 7h30. Além disso, as temperaturas em São Paulo devem permanecer baixas durante o fim de semana. O órgão também alertou para o declínio de temperatura no Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre.

Segundo Andrea Ramos, meteorologista do Inmet, esses fenômenos são consequência de uma onda de frio que começou na quarta-feira e deve se estender até domingo. Ela explica que isso ocorre devido à atuação de um anticiclone, que mantém uma massa de ar frio de origem polar sobre o país.

As geadas devem atingir a região oeste do Rio Grande do Sul. Cidades como Quaraí e Sant’Ana do Livramento registrarão mínimas de 1°C e máximas de 12°C. Em Porto Alegre, a máxima será de 14°C e a mínima de 10°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a tarde e a noite. Em Curitiba, o Inmet prevê máxima de 13°C e mínima de 10°C.

Leia Também:  "Esse kit de irrigação foi bom demais para nós", diz jovem de 21 anos que cultiva café com apoio do MT Produtivo

De acordo com Ramos, essas chuvas resultam da instabilidade trazida por uma baixa pressão associada a um cavado — área alongada de baixa pressão. Esse fenômeno também trará chuvas para São Paulo e para o sul do estado do Rio de Janeiro, já neste sábado. A meteorologista alerta para a possibilidade de precipitações na capital fluminense a partir de amanhã.

Em São Paulo, os termômetros marcarão máxima de 17°C e mínima de 13°C. No Rio de Janeiro, a máxima será de 24°C e a mínima de 20°C.

No Nordeste, o Inmet alertou para perigo potencial de vendaval em quase todos os estados da região, exceto Sergipe e Maranhão. Os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h, com risco de queda de galhos de árvores.

Além disso, o instituto sinalizou a possibilidade de chuvas isoladas em todo o litoral durante a manhã de hoje. Para a tarde e a noite, as precipitações isoladas não devem atingir Fortaleza, Salvador e o litoral do Piauí.

No Recife, João Pessoa e Aracaju, as máximas serão de 28°C e as mínimas de 23°C. Em Salvador, a máxima será de 29°C e a mínima de 23°C. Para Fortaleza, a previsão é de máxima de 31°C e mínima de 22°C.

Leia Também:  Presidente do STM diz que não existe comunismo no Brasil

Para o Norte, o Inmet emitiu um alerta de chuvas intensas na porção norte e sul do Amazonas e de Roraima, além do centro amazonense. Em Manaus, a previsão é de início das chuvas na parte da tarde, com máxima de 32°C e mínima de 25°C.

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Operação Escudo: PMs viram réus acusados de matar homem desarmado

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Bancada do agronegócio vai esperar Lira definir seu candidato à sucessão na Câmara

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA