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Radar Agro: Relatório Mensal de Julho 2024 Revela Cenário da Soja

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A Consultoria Agro do Itaú BBA divulgou seu relatório Agro Mensal de julho de 2024, oferecendo uma análise detalhada sobre o setor da soja. Embora os preços tenham caído 3,7% em Chicago, atingindo uma média de USD 11,73/bu em junho, o cenário no Brasil foi diferente. Em Paranaguá, os preços registraram a quarta alta mensal consecutiva, impulsionados por prêmios positivos e pela depreciação do Real, beneficiando os produtores locais.

Mercado Interno em Alta e Comercialização Avançada

No Brasil, a valorização dos preços internos favoreceu a comercialização da safra de soja, que avançou significativamente. Em contrapartida, na Argentina, a comercialização está atrasada devido a questões cambiais. A valorização da saca de soja em Paranaguá foi de 2,4% em junho, atingindo R$ 138,95. Os prêmios à vista ficaram em torno de USD 40/bu, e a alta do dólar em relação ao Real contribuiu para a elevação das cotações nacionais.

Nos últimos dois meses, houve um forte avanço na venda de soja da safra 2023/24 no Brasil. Segundo a Safras & Mercado, até o início de junho, 65% da safra nacional havia sido comercializada, contra uma média de 70% dos últimos cinco anos. Com uma produção estimada em 153 milhões de toneladas, isso representa 99 milhões de toneladas já vendidas, restando pouco mais de 54 milhões de toneladas.

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Impactos Globais e Produção nos EUA

No panorama global, a boa evolução do plantio americano e condições climáticas favoráveis contribuíram para a queda dos preços na CBOT. Os estoques de soja dos EUA atingiram 26,4 milhões de toneladas, superando as expectativas do mercado, enquanto a área plantada foi projetada em 34,9 milhões de hectares, levemente abaixo das expectativas. A produção estimada é de 120,8 milhões de toneladas, apenas 359 mil toneladas a menos que o previsto no relatório WASDE de junho.

Na China, o recebimento de soja aumentou significativamente, elevando os estoques nos portos para cerca de 7 milhões de toneladas, o maior nível desde julho de 2023. Esse grande volume de soja resultou em um aumento no processamento, elevando a disponibilidade de farelo e óleo no mercado chinês. Com isso, a expectativa é que a China reduza o ritmo de compras de soja entre julho e setembro.

Perspectivas para o Futuro

Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, destacou a importância da atualização dos cadastros para um monitoramento eficaz da saúde dos rebanhos, o que ajuda a identificar e controlar surtos de doenças rapidamente. Esta prática beneficia os produtores e fortalece a agricultura e pecuária do estado, contribuindo para a rastreabilidade e segurança alimentar.

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Para obter mais detalhes sobre o cenário da soja e as atualizações do setor, os interessados podem acessar o relatório completo da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IGP-DI dispara em abril com pressão do petróleo e inflação se espalha pela economia, aponta FGV

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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou fortemente em abril e registrou alta de 2,41%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Em março, o indicador havia avançado 1,14%.

Com o novo resultado, o IGP-DI acumula alta de 2,92% no ano e avanço de 0,78% nos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o índice havia subido apenas 0,30%, acumulando elevação de 8,11% em 12 meses.

De acordo com a FGV, o principal fator de pressão inflacionária foi a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, que passou a impactar de maneira mais ampla diferentes setores da economia brasileira.

Petróleo pressiona indústria, logística e construção civil

Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o choque nos preços dos combustíveis deixou de afetar apenas os derivados de petróleo e passou a contaminar toda a cadeia produtiva.

“O aumento do preço do petróleo no mercado internacional começou a contaminar de forma mais ampla a estrutura dos índices de preços em abril. O choque deixou de atingir apenas combustíveis e passou a pressionar insumos industriais, custos logísticos, materiais de construção e parte da cadeia de alimentos”, destacou o economista.

A avaliação do mercado é de que a inflação pode ganhar caráter mais disseminado e persistente nos próximos meses, elevando a preocupação sobre custos de produção, transporte e consumo.

IPA acelera e mostra pressão forte no atacado

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa o atacado e possui maior peso dentro do IGP-DI, avançou 3,09% em abril, acima da taxa de 1,38% registrada em março.

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Entre os estágios de processamento, os destaques foram:

  • Bens Finais
  • Alta de 0,79% em abril
  • Em março, a variação havia sido de 1,04%

Já o índice de Bens Finais “ex”, que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, acelerou de 0,21% para 0,86%.

Bens Intermediários

O grupo registrou forte aceleração:

  • Março: 0,69%
  • Abril: 3,27%

O indicador de Bens Intermediários “ex”, sem combustíveis e lubrificantes para produção, passou de 0,65% para 2,78%.

Matérias-Primas Brutas

As matérias-primas apresentaram uma das maiores pressões inflacionárias:

  • Março: 2,11%
  • Abril: 4,57%

O resultado reforça o aumento dos custos ao longo da cadeia produtiva, especialmente em setores ligados ao agronegócio, indústria e construção civil.

Inflação ao consumidor também ganha força

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,88% em abril, acelerando frente à alta de 0,67% observada em março.

Entre as oito classes de despesas analisadas, três grupos apresentaram avanço relevante:

  • Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,05% para 1,33%
  • Educação, Leitura e Recreação: de -0,97% para 0,32%
  • Habitação: de 0,36% para 0,46%

Por outro lado, cinco grupos registraram desaceleração:

  • Despesas Diversas: de 1,70% para 0,10%
  • Vestuário: de 0,48% para 0,02%
  • Alimentação: de 1,31% para 1,19%
  • Comunicação: de 0,10% para 0,00%
  • Transportes: de 1,51% para 1,47%
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Mesmo com desaceleração em alguns segmentos, o índice segue mostrando inflação disseminada no consumo das famílias.

Núcleo da inflação indica persistência dos preços

O Núcleo do IPC, considerado um dos principais termômetros da inflação estrutural, avançou 0,42% em abril, acima dos 0,37% registrados em março.

O Índice de Difusão — indicador que mede a proporção de itens com aumento de preços — ficou em 64,19%, ligeiramente abaixo dos 65,48% registrados no mês anterior.

Na prática, isso significa que mais da metade dos produtos e serviços pesquisados continua registrando alta de preços, reforçando a percepção de inflação espalhada pela economia.

Impactos no agronegócio preocupam produtores

Para o agronegócio, o avanço do IGP-DI acende alerta sobre aumento nos custos de produção, especialmente em:

  • fertilizantes;
  • combustíveis;
  • defensivos;
  • fretes;
  • energia;
  • materiais de construção rural;
  • e insumos industriais.

A pressão sobre combustíveis e logística pode afetar diretamente margens do produtor rural, principalmente em cadeias dependentes de transporte de longa distância, como soja, milho, carnes e café.

Além disso, a alta das matérias-primas e dos bens intermediários tende a elevar os custos industriais ligados ao processamento de alimentos e à agroindústria nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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