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Consultoria Radar Agro Apresenta Análise Mensal de Julho 2024 para o Mercado de Arroz

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A Consultoria Agro do Itaú BBA divulgou o relatório “Agro Mensal – julho 2024”, destacando os eventos recentes e atualizações cruciais para o mercado de arroz no Brasil.

Impactos Locais e Preços

No Rio Grande do Sul, a retomada lenta da logística e medidas governamentais para isentar as importações de arroz visando aumentar a oferta local, via CONAB, resultaram em uma queda dos preços do arroz em junho. O indicador do cereal em casca no estado encerrou o mês cotado a R$ 114 por saca, representando uma redução de 3,4% em relação ao mês anterior. A demanda segue moderada, com agentes compradores utilizando seus estoques enquanto aguardam possíveis quedas nos preços.

Produção e Fechamento da Safra Gaúcha

O Instituto Riograndense do Arroz (IRGA) reportou que a produção de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 7,16 milhões de toneladas, uma leve redução de 1,06% em comparação à safra anterior, apesar das condições climáticas desafiadoras que resultaram na perda de 50 mil hectares de lavouras. A nível nacional, a CONAB estima que a safra 2023/24 totalizará 10,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior, contribuindo para um aumento dos estoques finais em 22% em comparação com 2022/23, totalizando 2,2 milhões de toneladas.

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Perspectivas de Exportação e Políticas Públicas

Apesar da baixa liquidez esperada nas próximas semanas devido às medidas governamentais e ao Plano Safra, a volatilidade do câmbio pode criar oportunidades para importações de arroz. O Ministério da Agricultura destacou a desnecessidade atual de incentivos às importações de arroz da Ásia, dada a queda nos preços locais. O governo, por sua vez, optou por aumentar os subsídios para a produção de arroz, especialmente para a agricultura familiar, indicando um foco em crédito rural em detrimento de intervenções diretas no mercado doméstico.

Cenário de Preços e Considerações Futuras

O atual cenário de preços do arroz em casca reflete a retomada da logística no Rio Grande do Sul e a espera da indústria por políticas governamentais, combinado com a desvalorização do real. Isso torna o arroz brasileiro competitivo nos mercados internacionais das Américas. Apesar das expectativas de estabilidade de preços no curto prazo, especulações relacionadas ao governo e ao câmbio podem ajustar esse panorama.

A análise da Consultoria Agro do Itaú BBA oferece uma visão abrangente das dinâmicas atuais e desafios enfrentados pelo mercado de arroz, fornecendo insights valiosos para produtores e investidores no setor agrícola brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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