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Brasileiras marcam presença na Semana de Alta Moda da Dolce & Gabbana

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Brasileiras marcam presença na Semana de Alta Moda da Dolce
Yumi Kuwano

Brasileiras marcam presença na Semana de Alta Moda da Dolce

Neste ano, a Dolce & Gabbana escolheu a ilha italiana Sardenha para apresentar as três coleções mais luxuosas da marca: alta moda, alta sartoria (feminina e alfaiataria) e alta joalheria. A Semana de Alta Moda reuniu personalidades de todo o mundo, inclusive brasileiros, que estiveram presentes para participar do grande espetáculo com cinco dias de duração e que representa a mais pura essência da grife italiana.

Com apresentação de Christina Aguilera na abertura, no jantar de boas-vindas, o evento reuniu clientes, amigos de Domenico Dolce e Stefano Gabbana e celebridades como Alessandra Ambrosio, Halle Bailey, Halle Berry, Katy Perry, Maluma, Maria Carla Boscono e Naomi Campbell. Todos convidados para vivenciar momentos inesquecíveis Dolce & Gabbana na paradisíaca ilha no Mediterrâneo.

Amiga de longa data do brasiliense Guilherme Siqueira — ele foi um dos fundadores do GPS|Brasília — e companheiro de Domenico Dolce, Vivianne Leão Piquet é presença esperada nestas datas da dupla de estilistas.

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Vivianne Leão Piquet
Vivianne Leão Piquet
Vivianne Leão Piquet
Vivianne Leão Piquet

Outra brasileira que marcou presença na Semana de Alta Moda foi Iara Jereissati, ao lado de sua filha, a adolescente Maria Clara. Todos os looks da empresária do grupo Iguatemi, e que está entre as musas do livro da grife italiana “Queens of Alta Moda”, foi assinado pelo stylist também brasiliense Yan Acioli, que além de Iara veste celebridades como a atriz Juliana Paes.

Iara Jereissati
Iara Jereissati
Iara Jereissati e a filha, Maria Clara
Iara Jereissati e a filha, Maria Clara

A coleção de alta joalheria da Dolce & Gabbana foi a primeira a ser apresentada em desfile na noite seguinte. Com peças feitas a partir de filigranas, a técnica de aplicação e entrelaçamento de fios de ouro faz com que a joia seja tão fina e delicada que chega a parecer um tipo de renda.

Com muita referência à cultura sardenha, o desfile de alta moda foi realizado nas ruínas da antiga cidade de Nora. Vestidos fluidos plissados tomaram conta da passarela. Decorados com corsets dourados, coletes tipo armaduras, maxicolares e brincos imponentes, as modelos desfilaram apenas de sapatos baixos.

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Na alta sartoria, os designers utilizaram ainda mais referências locais dentro do tema “Alta costura mediterrânea”, com trajes cerimoniais em cores marcantes, bordados complexos e muitos detalhes.

Como não poderia ser diferente, a modelo Alessandra Ambrósio estava na fila A dos desfiles. A influenciadora Silvia Braz completou a lista de brasileiros, que contou ainda com o ator Cauã Reymond entre os convidados da semana que teve Katy Perry como atração do evento de encerramento.

Alessandra Ambrosio
Alessandra Ambrosio
Silvia Braz
Silvia Braz

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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