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Entregas de Fertilizantes Crescem 1% no Primeiro Quadrimestre de 2024

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 10,97 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2024, marcando um aumento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em 2023, o volume foi de 10,87 milhões de toneladas.

No mês de abril de 2024, as entregas totalizaram 2,30 milhões de toneladas, uma ligeira queda de 0,6% em comparação a abril de 2023, quando foram registradas 2,32 milhões de toneladas.

O estado de Mato Grosso se destacou como o principal receptor de fertilizantes, com 2,46 milhões de toneladas no quadrimestre, representando 22,4% do total. Seguiram-se Paraná (1,38 milhão de toneladas), São Paulo (1,32 milhão de toneladas), Minas Gerais (1,12 milhão de toneladas) e Goiás (1,06 milhão de toneladas).

Produção Nacional

A produção nacional de fertilizantes intermediários fechou abril de 2024 com um volume de 504 mil toneladas, o que representa uma queda de 7,4% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2024, a produção atingiu 1,99 milhão de toneladas, uma redução de 11,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 2,26 milhões de toneladas.

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Importações

As importações de fertilizantes intermediários também registraram uma redução, alcançando 2,57 milhões de toneladas em abril de 2024, o que representa uma queda de 18,1%. No acumulado do quadrimestre, o total importado foi de 10,03 milhões de toneladas, uma diminuição de 7,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 10,89 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, foram desembarcadas 2,86 milhões de toneladas, indicando um leve aumento de 0,5% em comparação com 2023, quando o volume foi de 2,84 milhões de toneladas. Este terminal representou 28,5% do total importado por todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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