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CESB revela campeões de produtividade de soja com médias acima das 100 sacas por hectare

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O CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil), revelou na manhã de dessa quinta-feira (4), os campeões do 16º Fórum Nacional de Máxima Produtividade. Ernest Milla Agrícola, de Candoí – PR, com produtividade máxima de 138,95 sc/ha, foi a campeão da categoria sequeiro e o produtor rural Silvio Maluta, de Itapeva – SP, foi o campeão nacional na categoria Irrigado.

Manhã de quinta-feira, 04 de julho de 2024. Nove horas de manhã e começam as transmissões pelo Canal Rural do 16º Fórum Nacional de Máxima Produtividade do Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil). Uma plateia atenta assistia no auditório às boas-vindas do presidente do CESB, Marcelo Habe. Nas suas falas iniciais, o cultivo sustentável já era destaque. “Não basta ser campeão, tem que ser sustentável”, afirmou Habe.

O vice-presidente do CESB, Nilson Caldas ressaltou que “mais importante que ser um campeão do CESB, é ser um campeão dentro da sua própria fazenda”, conclamando mais produtores a participarem da próxima edição. A média geral de produtividade nas áreas comerciais dos competidores ficou próxima das 90 sacas por hectare.

Pela primeira vez, cada um dos campeões também recebeu o trofeu Eco Eficiência, demonstrando o compromisso de cada um com as ações de sustentabilidade e o cuidado com o solo e o meio ambiente. Foram avaliados índices como desempenho ambiental e econômico, maior eficiência no uso de fertilizantes, defensivos e água.

Com um número recorde de seis mil participantes inscritos, mais de 980 área auditadas, sendo que, 481 delas superaram a marca de 90sc/ha com uma média de produtividade CESB na ordem de 89sc/ha, frente a média nacional que gira em torno de 53sc/ha, o concurso mostrou a sua força. Foram mais 1.100 municípios participantes em 20 estados da federação, atingindo aproximadamente uma área de mais de 3,9 milhões de hectares.

Um a um os campeões foram apresentados. As técnicas de manejo de cada um foram destacadas e eles se apresentaram no palco para receber o troféu, acompanhados dos consultores e de um representante da empresa responsável pela inscrição. O Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja é dividido em duas categorias: Irrigado (que premia o campeão nacional) e Sequeiro (que reconhece os vencedores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, e, com base nesses resultados, premia o campeão nacional). Os campeões da safra 23/24 foram:

  • GRANDE CAMPEÃO NACIONAL/SUL (categoria sequeiro)
    • Campeão Nacional: Fazenda Mariedda (Candoí – PR)
      • Produtividade: 138,95 sc/ha
      • Produtor: Ernest Milla Agrícola
      • Consultor: Rafael Managó
      • Tamanho da propriedade: 5.681 hectares
      • Área de soja: 1.509 hectares
      • Produtividade média: 93,75 sc/ha
  • CATEGORIA IRRIGADA NACIONAL
    • Categoria irrigada: Fazenda Fratelli (Itapeva, SP)
      • Produtividade: 133,79 sc/ha
      • Produtor: Silvio Maluta
      • Consultor: Robson Santos
      • Tamanho da propriedade: 2.800 hectares
      • Área de soja: 2.500 hectares
      • Produtividade média irrigada: 81 sc/ha
      • Produtividade média fazenda: 70 sc/há
  • CAMPEÃO REGIÃO SUDESTE (categoria sequeiro)
    • Campeão: Fazenda Congonhal (Nepomuceno, MG)
      • Produtividade: 137,28 sc/ha
      • Produtor: João Lincoln Reis Veiga
      • Consultor: Gerson Justo
      • Tamanho da propriedade: 384 hectares
      • Área de soja: 43 hectares
      • Produtividade média: 96,30 sc/ha
  • CAMPEÃO REGIÃO CENTRO-OESTE (categoria sequeiro)
    • Campeão: Fazenda Reunidas Baumgart (Rio Verde, GO)
      • Produtividade: 119,03 sc/ha
      • Produtor: Reunidas Baumgart
      • Consultor: Fernando Almeida Pereira
      • Tamanho da propriedade: 25.150 hectares
      • Área de soja: 8.466 hectares
      • Produtividade média: 77,75 sc/ha
  • CAMPEÃO REGIÃO NORDESTE (categoria sequeiro)
    • Campeão: Fazenda Aliança (Baixa Grande do Ribeiro – PI)
      • Produtividade: 117,04 sc/ha
      • Produtor: Ralf Karly
      • Consultor: Luiz Gabriel de Moraes Jr
      • Tamanho da propriedade: 22.000 hectares
      • Área de soja: 11.200 hectares
      • Produtividade média: 73,5 sc/ha
  • CAMPEÃO REGIÃO NORTE (categoria sequeiro)
    • Campeão: Fazenda Fronteira 2 (Mateiros – TO)
      • Produtividade: 104,42 sc/ha
      • Produtor: Grupo Ilmo da Cunha
      • Consultor: Luciano Biancini
      • Tamanho da propriedade: 7.560 hectares
      • Área de soja: 5.770 hectares
      • Produtividade média: 76,4 sc/ha
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O grande campeão da região sul e também nacional, Karl Milla, que planta em conjunto com os irmãos, ressaltou a importância do cuidado com o solo para se obter alta produtividade. “A construção de um bom solo leva gerações. O meu pai começou a trabalhar nessa área na década de 50. Ele foi um pioneiro do plantio direto”. Com o falecimento abrupto do pai há três anos, os irmãos se uniram para cuidar do legado deixado pelo patriarca e destacaram a produtividade máxima por área como seu maior objetivo. A grande preocupação da família agora é preparar a próxima geração para dar continuidade a esse legado.

O campeão do sudeste, João Lincoln Reis Veiga, venceu o desafio pela segunda vez. O produtor mineiro de Nepomuceno, no sul do estado, disse que procura fazer o manejo bem feito e que a produtividade é importante para a permanência no negócio. Segundo ele, o segredo para se obter altas produtividades é dedicação, fazer bem feito e muito trabalho. “A cultura da soja, pelo fato ser anual e de ciclo curto, não tolera desaforo”, declarou.

A fazenda Reunidas Baumgart, hoje administrada por Alexandre Baumgart, foi a Campeã do Centro-oeste. Alexandre aposta na meritocracia da equipe. “A minha equipe é altamente competitiva. Quem não for, é excluído pelo próprio grupo”. A fazenda, localizada em Rio Verde – GO, fica em uma das regiões mais produtivas do país. Ao ser questionado se ficou surpreso com a premiação, Alexandre foi enfático, “nós não fazemos um trabalho pra sermos premiados. Nós somos premiados porque fazemos o trabalho”.

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Ralf Carly, campeão do nordeste, chegou no Piauí há 20 anos, originários do Paraná. Somente nos últimos cinco anos conseguiram reverter os maus resultados, devido à rusticidade da região. Eles entenderam a necessidade de investir na fertilidade do solo e começaram a performar melhor, chegando a 117,04 sacas por hectare. “Não existe uma bala de prata. O entendimento do todo é que faz o resultado. Deve-se investir no solo, na proteção de plantas e a equipe precisa estar engajada”, disse.

Márcio da Cunha, representando o Grupo Ilmo da Cunha, campeão da Região Norte, disse que não esperava tamanha repercussão da participação no desafio. Ele credita o bom desempenho ao grupo e à união de toda a equipe em busca do resultado. “Para o próximo desafio pretendemos ampliar essa produtividade”. Ele espera que outros produtores de sua região também se inscrevam no desafio.

O campeão nacional Irrigado foi o produtor Sílvio Maluta, de Itapeva – SP. Ele falou da satisfação de estar em uma grande região produtora. A produtividade da Fazenda Fratelli foi de 133,79 sacas por hectare.

Graciela Mognol, diretora de sistemas de cultivo soja da BASF, ressaltou o desafio do clima para os produtores e salientou a importância de se ter uma visão holística da propriedade. “Estamos lado a lado com o produtor e a dor dele é a nossa dor. Aquilo que o produtor pode controlar é a produtividade. Então, mesmo em situações desafiadoras, o produtor tem condições de superar as médias nacionais, como estamos vendo aqui no Prêmio do Cesb.

De acordo com Marcelo Habe, Presidente do CESB, boas práticas agrícolas com sustentabilidade são a chave para se aumentar a produtividade. “Ao equilibrarem de uma forma sólida a produtividade com a defesa da sustentabilidade, os produtores rurais ampliaram os índices produtivos de uma forma impactante, o que ampliou o grau de competividade do Desafio. Para contar com auditoria oficial do CESB, basta realizar o acionamento em nosso site”, finalizou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do milho ficam estáveis no Brasil com foco no clima da safrinha e dólar pressionando exportações

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Mercado de milho segue com baixa movimentação no Brasil

O mercado brasileiro de milho registrou uma semana de negociações mais lentas, com cotações pouco alteradas na maior parte das regiões produtoras. O ritmo reduzido foi influenciado pelo feriado no início da semana e pela postura cautelosa de compradores e vendedores.

Além disso, o câmbio em patamares mais baixos tem dificultado a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, impactando o ritmo das exportações.

Clima para safrinha domina atenções do mercado

Segundo o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o principal fator de atenção no momento é o clima nas regiões produtoras da segunda safra.

“O mercado mantém o foco nas condições climáticas para a safrinha, especialmente em estados como Goiás e Minas Gerais, onde as chuvas são determinantes para o desenvolvimento das lavouras”, destaca.

Preços do milho nas principais praças brasileiras

As cotações apresentaram variações pontuais nas principais regiões:

Portos:

  • Porto de Santos: R$ 65,00 a R$ 69,00/saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá: R$ 64,50 a R$ 69,00/saca
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Interior:

  • Cascavel (PR): R$ 62,00 a R$ 63,00/saca
  • Mogiana (SP): R$ 61,00 a R$ 64,00/saca
  • Campinas (SP – CIF): R$ 67,00 a R$ 68,00/saca
  • Erechim (RS): R$ 66,00 a R$ 67,50/saca
  • Uberlândia (MG): R$ 58,00 a R$ 60,00/saca
  • Rio Verde (GO – CIF): R$ 57,00 a R$ 59,00/saca
  • Rondonópolis (MT): R$ 49,00 a R$ 53,00/saca
Exportações avançam em volume, mas preço médio recua

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que as exportações brasileiras de milho somaram US$ 82,85 milhões em abril (até 12 dias úteis).

Os números mostram:

  • Volume exportado: 326,8 mil toneladas
  • Média diária: 27,2 mil toneladas
  • Receita média diária: US$ 6,9 milhões
  • Preço médio: US$ 253,5 por tonelada

Na comparação com abril de 2025:

  • Alta de 184,6% no valor médio diário
  • Crescimento de 205,4% no volume médio diário
  • Queda de 6,8% no preço médio
Dólar mais baixo limita competitividade externa

Apesar do avanço nos embarques, o câmbio mais valorizado do real frente ao dólar tem reduzido a atratividade do milho brasileiro no mercado internacional, especialmente nos portos.

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Esse fator, aliado à expectativa da safrinha, contribui para um mercado mais travado no curto prazo.

O mercado de milho no Brasil segue em compasso de espera, com preços estáveis e decisões pautadas principalmente pelas condições climáticas da safrinha. Ao mesmo tempo, o cenário cambial e o ritmo das exportações continuam sendo fatores-chave para a formação de preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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