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ACESSIBILIDADE: TRE-MT capacita multiplicadores de mesários e apoio logístico

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Com o objetivo de formar multiplicadores de mesários, mesárias e pessoas do apoio logístico que atuarão nas Eleições Municipais de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realiza o curso “Acessibilidade”. A atividade teve início nesta segunda-feira (1º/07) e segue nos dias 02 e 03, com aulas online, das 9h às 11h30.

O conteúdo inclui os assuntos: Acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência, idosos e/ou mobilidade reduzida no processo eleitoral; gestão da convocação de coordenadoras(es) de acessibilidade e logística de acessibilidade pré-eleição; e práticas de atendimento de eleitoras e eleitores com deficiência; idosos e idosas e/ou mobilidade reduzida e solução de problemas de acessibilidade no dia das eleições e no pós-eleição.

O curso é promovido pelo Núcleo Socioambiental e de Acessibilidade (NSA), vinculado à Assessoria de Planejamento e Gestão Estratégica (Asplan), em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP).

Durante a abertura, o secretário de Gestão de Pessoas do TRE-MT, Valmir Nascimento Milomem Santos, afirmou que é preciso implementar as ações no dia do pleito e também na atuação cotidiana. “Temos uma grande ação que é a eleição, com a participação de diversos mesários e apoio logístico, enfim, todos aqueles que contribuem com esse momento, e precisamos realmente pensar na inclusão não só de pessoas com deficiência, como também de idosos e pessoas com mobilidade reduzida”.

O assessor de Planejamento e Gestão Estratégica do Tribunal, André Luiz Régis Emidio, destacou que este é o primeiro ano em que as eleições contarão com um coordenador de acessibilidade nos locais de votação. “Será nossa primeira experiência nesse sentido, pois a função do coordenador foi instituída pela Resolução TSE nº 23.736/2024, que dispõe sobre os atos gerais do processo eleitoral para as Eleições Municipais de 2024. A realização do curso é muito importante para preparar quem atuará no dia do pleito, para que as pessoas com deficiência sejam acolhidas da melhor forma possível”.

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A ideia foi elaborada pela analista judiciária do NSA, Grace Gasparoto. “Na eleição passada tivemos alguns Cartórios Eleitorais de Mato Grosso com ações pontuais no dia da eleição, mas esta será a primeira vez que teremos uma ação coordenada com uma pessoa em todos os locais de votação direcionada para este apoio de acessibilidade. Nada melhor que contar com o apoio de um Tribunal que está à frente nisso”, disse, referindo-se ao TRE-MG, do qual faz parte a analista judiciária Wendelaine Oliveira, que ministra o curso.

Escuta qualificada

O curso conta com 68 participantes. Wendelaine Oliveira é especialista em Direito Público e em Direito Administrativo e mestranda em Proteção dos Direitos e Garantias Fundamentais. Ela ressaltou, dentre outras coisas, a importância da figura do coordenador de acessibilidade no dia do pleito. “Nesta função, é preciso trabalhar o acolhimento, ter uma atitude que priorize a ética do cuidado, a escuta qualificada, a empatia e a mediação de conflitos”, disse.

Também frisou que a construção anticapacitista é fundamental. “Precisamos adotar uma linguagem livre de preconceitos e que promova a inclusão. Além disso, tenho que me dirigir à pessoa com deficiência, mas também não posso ignorar o cuidador/acompanhante e tenho que tratar esta pessoa com empatia e ética também. Muitas vezes, o local de votação não tem condições adequadas, porque não são estruturas da Justiça Eleitoral, então, o papel do coordenador de acessibilidade é tornar aquele local menos hostil. Por isso, a capacidade de mediar conflitos é muito importante”, reforçou.

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A chefe de cartório da 3ª Zona Eleitoral, com sede em Rosário Oeste, Islanda Larissa Dias Garcia de Almeida, disse que gosta bastante do tema. “Tenho muito interesse pelo assunto e a professora é bem capacitada, isso é notório. Acho importante falar sobre acessibilidade, principalmente a parte que ela mencionou sobre empatia. Infelizmente, em Mato Grosso temos uma realidade precária quanto a intérpretes de libras, só temos cursos regulares de libras em Cuiabá e Rondonópolis, por exemplo. Passei por cidades que tinham surdos que não falavam libras porque não tinha professor capacitado, é o que mais acontece no interior do estado”, destacou.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem que mostra a tela de transmissão do curso dividida em duas. À esquerda, tem o slide de apresentação com uma figura representando uma pessoa cadeirante e uma outra pessoa conduzindo-a e algumas informações sobre o coordenador de acessibilidade. À direita, aparece a imagem da formadora do curso, Wendelaine Oliveira, do TRE-MG, uma mulher branca com cabelos pretos e franja que aparece à frente de uma estante com livros e um vaso com flor.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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