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Manifestantes fazem ato de conscientização popular contra o PPCub

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Manifestantes fazem ato de conscientização popular contra o PPCub
Jorge Eduardo Antunes

Manifestantes fazem ato de conscientização popular contra o PPCub

Integrantes do movimento Não a este PPCub como foi votado realizaram, na manhã e tarde deste domingo (30), um ato de conscientização da população para os riscos urbanísticos e ambientais que o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), recém-aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, traz para Brasília. Organizado a partir das redes sociais, o grupo já tem mais de 500 membros.O evento teve a participação de Paulo Niemeyer, bisneto de Oscar Niemeyer.

“A gente conseguiu uma vitória com este grupo de mais de 500 mobilizadores, entre especialistas, líderes comunitários, intelectuais e pessoas da sociedade civil. É uma turma muito séria e conectada com o que queremos para a Brasília do futuro” , destacou Paulo Niemeyer.

Paulo Niemeyer e Angelina Nardelli: PPCub precisa de rediscussão em vários pontos
Paulo Niemeyer e Angelina Nardelli: PPCub precisa de rediscussão em vários pontos. Foto: Divulgação

Apesar de o governador Ibaneis Rocha ter anunciado, em entrevista ao GPS Brasília e às rádios JK FM e Mix FM, o veto a vários dispositivos aprovados pelos distritais , o grupo formado por urbanistas, arquitetos e população em geral se mostra bastante preocupado com os rumos traçados no PPCub . Para uma das líderes, Angelina Nardelli, o ideal era que o plano fosse refeito, para que Brasília fosse preservada.

“Esse PPCub não foi feito em 15 anos de maneira seguida. Houve paralisações neste processo, grupos entraram e saíram, então ele virou uma colchinha de retalhos. É importante entender que, para que fosse perfeito, teria de ser feito do zero, como já disse o professor José Leme Galvão. Só que isso vai demandar muito tempo. Então é preciso tomar cuidado, não jogar fora o que é bom e modificar aquilo que está grave. Penso que, se permitirem que a população e especialistas em patrimônio, junto a urbanistas, participem, esse plano demoraria menos tempo para ficar pronto, e com uma cara nova” , avalia.

Angelina Nardelli também alerta para outro ponto: o fato de que Brasília é um patrimônio cultural da humanidade, pela Unesco.

“Não dá para ficar tratando a cidade como se ela fosse convencional. Ela não é. Por não ser convencional, estamos em uma lista seleta, que representa os bens patrimoniais do mundo. O mínimo era que esse PPCub parasse agora e sentássemos com todos os especialistas que fizeram críticas claras e pontuais, todas baseadas em assuntos muito sérios e grandes pesquisas, e reformulassem o PPCub para que, de fato, a proteção da cidade acontecesse” , destaca.

A posição de Angelina Nardelli coincide com a de Paulo Niemeyer, bisneto de Oscar Niemeyer. Ao GPS Brasília , ele afirmou que ainda crê ser possível fazer um debate claro e trazer a pauta de Brasília para a discussão com a população. “O momento é de um debate sério, com todos. Brasília é uma cidade fantástica, com as escalas gregária, bucólica e histórica. Ela tem uma importância vital para o Brasil e a soberania nacional. Precisamos entender também que a questão ambiental, que é vital também” , afirma.

“Eu ajudei a desenhar vários projetos dele. E Brasília era pauta constante. Brasília não tem que ser uma cidade de arranha-céus. Qualquer questão que tire a área verde ou o vazio da arquitetura, como o Oscar dizia, que pode ser o espaço entre os prédios, é muito vital. A gente tem que ter solução para uma Brasília melhor, que é organizar o que ela já tem, como está, melhorar as coisas e proteger as quadras” , conclui.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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