Mato Grosso

Politec conta com sistema biométrico automatizado para a identificação de pessoas

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O emprego da tecnologia e integração dos bancos de dados biométricos tem impulsionado as identificações civis e criminais realizadas pelos papiloscopistas da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), na capital e no interior do Estado.

Através da utilização do sistema ABIS, ou sistema biométrico automatizado, adquirido pelo Governo do Estado, foi possível a identificação e liberação de dois corpos que deram entrada na Gerência Regional da Politec de Primavera do Leste, que não possuíam nenhuma identificação, informações ou supostos nomes.

Os resultados foram obtidos a inserção das impressões digitais e fotografias das vítimas no Sistema Abis, que por sua vez realizou uma busca no banco de dados biométricos e biográficos que estão digitalizados no sistema de identificação do Estado de Mato Grosso.

É relevante destacar que estes procedimentos de busca por esse novo sistema, realizados com atuação dos papiloscopistas foi importante para poder identificar os corpos, localizar familiares e realizar a liberação dos corpos para a realização dos cerimoniais fúnebres pela família’’, explicou a papiloscopista Liliane de Campos Chiamante.

Uma vítima hospitalizada no Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande que estava sem documentos também foi identificada com o auxílio do software em questão. Segundo o papiloscopista Alexandre Brasil, não havia nenhuma informação sobre a sua identidade e nenhum parente que pudesse informar os seus dados.

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Sem o auxílio do sistema ABIS, seria como tentar encontrar uma ‘agulha no palheiro’, uma vez que não havia qualquer indicação da suspeita de sua identidade para que fosse feita a pesquisa em nosso banco de dados. Estamos o utilizando desde 2023 e tem nos auxiliado a resolver inúmeros casos, inclusive de cadáveres com identidade ignorada’’, comparou.

A coleta datiloscópica e identificação técnica foi requisitada pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa de Cuiabá, através do Núcleo de Pessoas Desaparecidas.

A Gerência de Plantão Integrado designou uma papiloscopista para a realização da coleta de impressões digitais e outro, da Coordenadoria de Identificação Criminal, as submeteu no sistema ABIS.

As buscas apresentaram como candidato um indivíduo cadastrado na base de dados deste Instituto de Identificação da Politec. Após o exame de confronto papiloscópico ficou comprovado sua identificação, sendo devidamente informado à delegacia requisitante.

Política Estadual

De acordo com a Lei nº 11.601, de 09 de dezembro de 2021 que dispõe sobre a Política Estadual de Busca de Pessoas Desaparecidas, todos os hospitais, clínicas e albergues, públicos ou privados, entidades religiosas, comunidades alternativas e demais sociedades que admitam pessoas sob qualquer pretexto são obrigados a informar às autoridades públicas, principalmente as policiais, sob pena de responsabilização criminal de seus dirigentes, o ingresso ou cadastro de pessoas sem a devida identificação em suas dependências.

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Cabe aos institutos de identificação, de medicina social e de criminologia;e demais órgãos públicos listados, e a sociedade civil a formulação, definição e controle das ações da política de que trata esta Lei.

Sistema Abis

O Sistema Abis, é uma aplicação de cadastro biométrico projetada para o cadastro de perfis civis com dados biográficos e biométricos, a partir de uma captura facial ou digital. A pesquisa é feita por meio da comparação de compatibilidade dos dados dentro dos arquivos que estão digitalizados do sistema Abis do Estado.

Ele realiza uma verificação de qualidade nos dados para garantir que apenas dados de alta qualidade sejam enviados para o servidor.

O processo de cadastro também checa todos os registros de solicitações de Carteiras de Identidade Nacional (CIN), quanto a problemas biométricos, como, baixa qualidade, duplicatas, não correspondência com o controle de sequência, e possíveis fraudes, como, biometria duplicada entre perfis de pessoas diferentes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil mira liderança de facção criminosa que articulava controle de bairros em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5.5), a Operação Roleta Russa para cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes na cidade de Cuiabá.

Na operação, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo e do bloqueio de valores no limite de R$ 10 milhões nas contas dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), tem como alvo principal uma liderança de uma facção criminosa, que atualmente se encontra preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

O faccionado, que cumpre pena em regime fechado, atingiu os requisitos para progressão ao regime semiaberto no último dia 1º de maio. O novo mandado de prisão tem como objetivo impedir a progressão de regime e mantê-lo custodiado.

O segundo alvo dos mandados de prisão é o primo do investigado, que está em liberdade e é apontado como braço direito no cometimento dos crimes e na tentativa de domínio de territórios.

Atuação no crime

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As investigações apontaram que o suspeito, mesmo preso, utilizava sua posição hierárquica na facção para controlar atividades criminosas e tentar exercer domínio em bairros da cidade de Cuiabá, como o Planalto e o Altos da Serra.

De dentro da unidade prisional, ele emanava ordens buscando a liderança do tráfico de drogas, das extorsões e de outras atividades criminosas em áreas designadas, em benefício próprio e da facção. Também atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia.

Lavagem de dinheiro

As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção criminosa e dos familiares do conselheiro, sendo ele também o responsável por liderar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio adquirido com os crimes praticados, com o auxílio da esposa e de um primo.

A esposa, apesar de não possuir profissão ou renda fixa, mantinha uma vida confortável, com casa própria, bens de alto valor e um veículo de luxo, que será objeto de sequestro.

Com base nos elementos apurados, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas representou pelas medidas judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça. Além das prisões, foram autorizados mandados de busca domiciliar na residência da esposa do conselheiro da facção e em outros dois endereços de pessoas ligadas a ele.

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Outras medidas autorizadas pela Justiça incluem o sequestro de um veículo de luxo ocultado e utilizado pela esposa do faccionado, bem como o bloqueio de seis contas bancárias utilizadas na lavagem de dinheiro. Entre as contas bloqueadas está a de uma advogada que já foi alvo da Operação Apito Final, também deflagrada pela GCCO.

Operação Pharus

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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