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Queda de helicóptero: sobreviventes se agarraram em galão para não se afogar

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Queda de helicóptero: sobreviventes se agarraram em galão para não se afogar
Caio Barbieri

Queda de helicóptero: sobreviventes se agarraram em galão para não se afogar

Os três sobreviventes da queda de um helicóptero , que ocorreu nesta quinta-feira (27), na cidade de Água Fria (GO), se agarraram em galão de combustíveis que boiava para não se afogarem na lagoa onde ocorreu o acidente. A aeronave seguia para a Chapada dos Veadeiros, mas perdeu altitude a cerca de 150km de Brasília.

O piloto Airton Vargas, de 66 anos, além dos empresários Ricardo Emediato (o Rick, do Grupo R2), 38 anos, e Lucas Batista, de 32 anos, utilizaram o o objeto flutuante até que fossem vistos, cerca de uma hora após a queda, por um simples pescador que conduzia um pequeno barco na lagoa. A testemunha não chegou a presenciar o momento da queda.

Informações preliminares obtidas pela coluna dão conta de que se trata de um helicóptero modelo Robinson R44, o qual tem capacidade para apenas quatro pessoas (um piloto e três passageiros).

Ainda de acordo com fontes do GPS|Brasília, a aeronave do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) decolou de Brasília para o salvamento em Água Fria às 13h17. Como eram três vítimas, a força de resgate contou com o apoio do helicóptero da Polícia Civil (PCDF).

Ambos já retornaram a Brasília pousaram na capital exatamente às 16h13 com os empresários e o piloto. Os três estão internados no Hospital de Base para a realização de exames.

Acidente

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Ainda segundo fontes, a aeronave que seguia para a Chapada dos Veadeiros perdeu a sustentação aérea e não conseguiu se restabelecer quando passava por cima da lagoa, o que causou a queda na lagoa. As informações mais concretas ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.

Das três vítimas, o piloto foi o que mais sofreu lesões, mas está fora de perigo. Os empresários Rick e Lucas sofreram escoriações e passam por exames para avaliar se houve alguma fratura. Ambos estão lúcidos e com com quadro estável.

Entenda

Um helicóptero com dois empresários de Brasília caiu em uma lagoa de Água Fria de Goiás, nesta quinta-feira (27). Mais tarde, foi confirmado que Rick Emediato, empresário querido em Brasília, era um dos passageiros. Todos os três integrantes da viagem sobreviveram.

Em mensagem encaminhada em grupo de WhatsApp, o Grupo R2 acalmou os amigos: “Passando pra avisar a todos que nosso sócio @⁨Ricardo Emediato⁩ estava indo pra chapada de helicóptero e sofreu um acidente, a aeronave caiu em uma lagoa perto da cidade Água Fria, porém todos foram resgatados e passam bem sem nenhum trauma ou ferimento grave, acabamos de falar com ele por ligação de vídeo está bem e a caminho de Brasília”, registrou.

Rick é um dos sócios do Na Praia Festival , um dos maiores eventos de música e entretenimento do país e que tem a abertura marcada para a sexta-feira (28), em Brasília.

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Nota oficial

Após a repercussão do caso, a assessoria de imprensa do Grupo R2 se manifestou por meio de uma nota oficial:

“O empresário Ricardo Emediato, sócio fundador do grupo R2, sofreu um acidente no inicio da tarde desta quinta-feira, 27. Rick estava a bordo de um helicóptero particular que caiu na altura do município de Água Fria, em Goiás, quando se deslocava de Brasília para Alto Paraíso. Junto a ele estavam o também empresário Lucas Batista e o piloto da aeronave Ayrton Vargas.

Rick passa e bem e todos estão recebendo atendimento médico.

A R2 informa que está acompanhando o fato de perto e roga para o pronto e rápido reestabelecimento de todos os envolvidos no acidente.

O Grupo R2 agradece a todos que participaram do resgate.”

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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