Mato Grosso

Faissal apresenta requerimento de informações sobre obras referentes às rodovias MT-260 e MT-050

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O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) apresentou na sessão da manhã desta quarta-feira (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), dois requerimentos de informações junto à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Os documentos solicitam detalhes sobre obras referentes às rodovias MT-260 e MT-050.

Em relação a MT-260, Faissal solicitou a cópia do contrato de concessão de qualquer obra do trecho que liga Pontal do Araguaia até Tesouro, além da previsão da construção de aduelas, principalmente nas pontes sobre o córrego Atoladeira, Barrerinho e região. O parlamentar quer saber quem está responsável pela concessão, as informações sobre a empresa e os dados contidos no contrato, para auxiliar a fiscalização dos serviços e beneficiar a população que necessita daquele trecho.

Já no que diz respeito à MT-050, que liga Várzea Grande a áreas pantaneiras, o deputado solicitou a cópia do contrato referente ao cascalhamento da rodovia, o prazo para o término da obra, última revisão contratual da concessão e a placa no local contendo informações da obra. Faissal solicitou ainda as respostas dadas pela empresa Empa, responsável pela gestão da rodovia.

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“O conhecimento público acerca da responsabilidade que a concessionária em questão possui, que se encontra autorizada a relatar sobre o andamento do contrato e do projeto que está sendo feito, somado à ausência de ações efetivas que visem a correção de tais deficiências nas estradas, resulta em uma inquietação na coletividade, o que demanda a intervenção da ALMT no sentido de acompanhar as medidas adotadas pelo Executivo”, afirmou o deputado.

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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