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Em entrevista ao GPS, JK e Mix, Ibaneis anuncia vetos a pontos polêmicos do PPCub

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Em entrevista ao GPS, JK e Mix, Ibaneis anuncia vetos a pontos polêmicos do PPCub
Jorge Eduardo Antunes

Em entrevista ao GPS, JK e Mix, Ibaneis anuncia vetos a pontos polêmicos do PPCub

Recém-aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) terá vários pontos vetados pelo governador Ibaneis Rocha. Em entrevista ao GPS Brasília e às rádios JK FM e Mix FM , ele deixou claro que algumas alterações surgiram depois que a proposta chegou às suas mãos.

“Algumas alterações eram do meu conhecimento, outras surgiram depois, como a dos hotéis e motéis nas Asas Sul e Norte, que surgiram com emendas de deputados. Já fiz a análise prévia e dedici pelo veto. A questão do camping me surpreendeu bastante. O parque vai ser constituído. Nós temos que ter mais áreas de lazer no DF e aquele local vem sendo utilizado só pelo pessoal do aeromodelismo, que é muito importante, e pode se tornar mais um espaço de lazer para a população. O camping eu achei que destoava da Asa Sul”, afirmou.

Ibaneis anunciou que vai vetar ainda o estabelecimento de comércios nos setores de embaixadas. “Foi outra coisa que me causou espanto. Acho desnecessário. Ali é uma região institucional e os lotes já estão constituídos. Não havia necessidade destes comércios nestas áreas. Então, encaminhei o veto” , completou.

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Em relação ao uso de lotes de clubes desativados, como o antigo Caça e Pesca, o governador anunciou que buscará “harmonizar” o estabelecimento de moradias na região.

“Nós já temos, naquela região, um setor consolidado, com hotéis e infraestrutura constituída. Acho que, se feito da maneira correta, não vamos ter um impacto muito grande para a cidade e nem na vida dos moradores do Plano Piloto” , disse, anunciando que, como a sanção do PPCub só deve ocorrer no final de julho, haverá um período de debate e estudos. “Faremos tudo com muita responsabilidade” , completou.

Sem veto a hotéis mais altos
Sobre o aumento de gabarito dos hotéis de três andares, localizados nos setores hoteleiros Sul e Norte, Ibaneis Rocha adiantou que a mudança deve ser sancionada. “Nós temos de viabilizar o setor. Esses hotéis não têm capacidade financeira para se manter. E o setor está sendo desvirtuado. Já temos ali a Geap, o prédio do Casablanca vai virar um Centro Cultural do Itaú, e isso sim é o desvirtuamento do DF. Acho que a questão dos hotéis vai atender à sociedade e vai melhorar o setor” , disse o governador, destacando que o projeto passará por estudos de impaco de trânsito e pelas análises tanto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), quanto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Isso não é um benefício aos proprietários destes hotéis. Eles vão ter de pagar a mais pelos lotes. Vai haver a Odir (Outorga Onerosa do Direito de Construir). Nós não podemos deixar como uma coisa gratuita, pois os que fizeram hotéis mais altos pagaram mais caro pelos terrenos e ocupam uma área regular. E certamente estes hotéis que serão reconstruídos vão ter que possuir garagens, inclusive rotativas” , completou.

Sobre a tramitação acelerada do PPCub na Câmara Legislativa, Ibaneis Rocha afirmou ainda que a proposta é antiga e sempre foi polêmica. “Eu acho que o tempo foi mais do que suficiente. O projeto vem sendo discutido no DF desde quando eu ainda fazia parte da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Estamos tratando aí de 15 anos de discussão. Polêmicas existem. Afinal, estamos tratando do projeto urbanístico do DF, mas temos que entender que Brasília, quando foi construída, tinha a previsão de ter 500 mil habitantes. Hoje, temos mais de 3 milhões. Então a cidade passa por processo de evolução e a legislação tem que acompanhar, senão teremos muitas irregularidades, e sem a legislação necessária” , concluiu.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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