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Fiscalização de Calcário Agrícola em SP: Importância para a Agricultura

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou este mês uma operação de fiscalização em 11 empresas de calcário agrícola nos municípios de Santa Rosa de Viterbo, Rio Claro, Saltinho, Tietê, Guapiara, Bom Sucesso de Itararé, Itapeva e Taguaí. A iniciativa coincide com o período de pico de produção dessas empresas, que devem disponibilizar o calcário aos produtores rurais com antecedência mínima de três meses antes do plantio.

O calcário agrícola, essencial para corrigir a acidez do solo, é obtido pela moagem de rochas calcárias ricas em cálcio e magnésio. Essa prática, conhecida como calagem, visa equilibrar os componentes do solo, aumentando a disponibilidade de nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável das plantas.

O Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal (Sisv), vinculado à Divisão de Defesa Agropecuária do Mapa em São Paulo, realiza anualmente essa fiscalização para verificar o controle de qualidade dos produtos. Os fiscais analisam se os componentes declarados pelas empresas correspondem aos registros junto ao Mapa, além de inspecionar as instalações e equipamentos, como moinhos, grelhas e martelos, para garantir a qualidade da granulometria.

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Durante a operação, foram coletadas 16 amostras nas 11 empresas fiscalizadas, totalizando 168.771 toneladas de calcário. Essas amostras foram encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP) para análise detalhada dos componentes declarados, presença de metais pesados, granulometria e umidade. Os resultados desses testes são cruciais para assegurar que os agricultores tenham acesso a produtos de alta qualidade.

Após aproximadamente 20 dias, o laboratório costuma fornecer os resultados das análises. Caso sejam identificadas irregularidades, é garantido o direito à análise pericial. Se confirmada a não conformidade, a empresa é autuada. Em fiscalizações anteriores, cerca de 20% dos casos fiscalizados apresentaram irregularidades.

A ação de fiscalização segue as diretrizes estabelecidas pela Lei 14.515/22, o Decreto Federal 4.954/2004 (alterado pelo Decreto Federal 8.384/2014) e a Instrução Normativa SDA/n°35 de 4 de julho de 2006.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína do Brasil crescem 8,3% em abril e faturamento supera US$ 328 milhões

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As exportações brasileiras de carne suína seguiram em forte ritmo de crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pela demanda dos mercados asiáticos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que o Brasil embarcou 140 mil toneladas de carne suína no período, considerando produtos in natura e processados.

O volume representa alta de 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques também apresentou crescimento expressivo. Em abril, o setor faturou US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% frente aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Exportações acumuladas mantêm crescimento acima de 14%

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado entre janeiro e abril do ano passado, quando os embarques totalizaram 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado também foi significativo. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses do ano, crescimento de 14,1% na comparação com igual intervalo de 2025, que havia registrado US$ 1,090 bilhão.

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O desempenho reforça o momento positivo das proteínas animais brasileiras no mercado internacional, especialmente diante da ampliação da demanda em países asiáticos.

Filipinas lideram compras de carne suína brasileira

As Filipinas mantiveram a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira em abril. O país importou 35,9 mil toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 16,6 mil toneladas (+131,9%)
  • China: 11,8 mil toneladas (-21,6%)
  • Chile: 11,1 mil toneladas (+22,8%)
  • Hong Kong: 8 mil toneladas (-34,3%)
  • Vietnã: 5,5 mil toneladas (+44,6%)
  • Argentina: 5,3 mil toneladas (-8,7%)
  • Singapura: 5,1 mil toneladas (-24,3%)
  • Uruguai: 4,6 mil toneladas (+12,7%)
  • México: 4,4 mil toneladas (-40,3%)

O forte crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão, vem sendo observado com atenção pelo setor.

Ásia segue como principal motor das exportações

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o fluxo internacional da carne suína brasileira continua bastante positivo em 2026, especialmente nos países asiáticos.

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De acordo com o dirigente, além da consolidação das Filipinas como principal destino das exportações brasileiras, mercados estratégicos vêm ampliando a demanda pela proteína animal produzida no Brasil.

O avanço consistente dos embarques reforça as perspectivas otimistas do setor para o restante do ano, sustentadas pela competitividade da produção brasileira e pela forte procura internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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