Um casal suspeito de tráfico de drogas no município de Água Boa (a 730 km a leste de Cuiabá), foi detido em flagrante pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (24.06).
A ação resultou na apreensão de quatro tabletes de maconha, balanças de precisão, mais de R$ 600 em dinheiro, anotações relacionadas à venda ilícita, entre outros objetos. Dois homens de 25 e 26 anos e uma mulher de 20 anos foram conduzidos pelos crimes de tráfico de drogas.
As diligências iniciaram após denúncia acerca de um endereço no bairro Universitário, em Água Boa, onde o morador estava atuando na venda de entorpecentes, razão pela qual o local passou a ser monitorado.
Durante campana foi descoberto que o suspeito havia recebido um carregamento de droga. Ao aproximar do imóvel, os policiais civis sentiram forte odor de maconha, e como o portão da casa estava aberto foi visualizado um tablete da substância em cima do balcão.
Com base nos fatos a equipe entrou no imóvel e abordou a mulher na posse de mais tabletes, balanças de precisão e dinheiro trocado característico do tráfico de drogas.
Na ocasião, o morador não estava na casa. No entanto, ele foi localizado na companhia de seu comparsa, em outro endereço onde havia mais uma balança de precisão, além de outros materiais usados para o tráfico.
Diante do flagrante, os dois jovens e a mulher foram encaminhados até a delegacia para esclarecimentos. Os conduzidos foram interrogados, sendo o suspeito de 25 e a suspeita de 20 anos autuados por tráfico de drogas.
Já o terceiro suspeito de 26 anos depois de interrogado foi liberado. Após a confecção dos autos, o casal foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.4), a Operação Magazine, para cumprir ordens judiciais contra lideranças de uma facção criminosa, que atua com tráfico de drogas e outros crimes na cidade de Sinop e região.
Na operação, são cumpridos 12 mandados judiciais, sendo seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop.
Os mandados são cumpridos na cidade de Sinop e em Cuiabá. As ordens judiciais são cumpridas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município e da Gerência Estadual de Polinter de Cuiabá.
Além das prisões, os mandados de busca têm o objetivo de localizar drogas, armas de fogo, aparelhos celulares, documentos e outros elementos relacionados à atividade criminosa.
Investigações
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, tem como alvo gerentes e “disciplinas” da facção criminosa. Esses são membros do grupo que ocupam posições de comando, sendo responsáveis por ordenar ações criminosas, aplicar punições internas, coordenar o tráfico de drogas e realizar a arrecadação de valores ilícitos, conhecida como “recolhe”.
Segundo as apurações, o grupo criminoso atuava de forma estruturada e hierarquizada, com divisão clara de funções, sendo que os alvos exerciam papel de liderança, com poder de mando dentro da facção, determinando desde a distribuição de entorpecentes até a aplicação de sanções a integrantes que descumprissem ordens.
De acordo com o delegado titular da Draco de Sinop, Eugênio Rudy Júnior, os investigados estavam diretamente envolvidos com o tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e movimentação financeira ilícita, com indícios de lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias.
Os mandados são cumpridos em diversos bairros de Sinop, dentre eles, Dauri Riva, Jardim Boa Esperança, Jardim Imperial, Jardim Ipê e Oliveiras.
“A operação representa mais uma ofensiva da Polícia Civil contra as facções criminosas na região norte do Estado, visando desarticular a estrutura do grupo criminoso em Sinop e enfraquecer sua capacidade de atuação”, disse o delegado.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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