O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou atividades educativas sobre prevenção e combate a incêndios florestais para os alunos do Projeto Social Bombeiros do Futuro no sábado (22.06). A instrução aconteceu na Escola Militar Tiradentes, em Primavera do Leste (243 km de Cuiabá).
Durante a instrução teórica, os alunos aprenderam sobre diversos aspectos fundamentais, como a teoria dos incêndios florestais, os materiais e equipamentos usados no combate, os fatores que influenciam a propagação das chamas e as consequências desses eventos.
Na parte prática, os estudantes aplicaram as técnicas ensinadas, aprendendo a construir aceiros e a usar equipamentos como abafadores, bombas costais e sopradoras no combate aos incêndios.
O comandante da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM), major Bruno Iop, destacou a importância dessa instrução para os alunos do Projeto Social.
“Essa atividade educativa promove a conscientização desses jovens sobre a crucial necessidade de preservação ambiental e prevenção de incêndios florestais. Eles puderam entender melhor os mecanismos por trás desses eventos, os fatores que influenciam sua propagação e as consequências devastadoras que podem acarretar. Isso os torna agentes multiplicadores dessa mensagem de conscientização ambiental”, disse o major.
“Além disso, o projeto reforça valores essenciais para a formação de futuros cidadãos comprometidos com a sociedade, como disciplina, responsabilidade e trabalho em equipe. Esses são pilares fundamentais que irão acompanhá-los ao longo de suas vidas, seja qual for o caminho que escolherem seguir”, completou.
O especialista em Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, subtenente Rogério Costa Batista, que ministrou a instrução, afirmou que é fundamental que esses jovens compreendam a gravidade e o impacto dos incêndios florestais.
“Esse projeto é uma excelente oportunidade para formar cidadãos conscientes e preparados para enfrentar desafios. Além de aprenderem técnicas de combate, eles também desenvolvem um senso de responsabilidade e compromisso com a preservação do meio ambiente”, afirmou o subtenente.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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