AGRONEGÓCIO

Atraso nas pastagens de inverno exige medidas que evitem perda de peso do gado

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O atraso nas pastagens de inverno devido aos eventos climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul pede medidas importantes para ajudar na alimentação do gado. É necessário priorizar as categorias de animais que têm uma exigência nutricional muito grande nessa época do ano e, especialmente, em momentos de crise.

Conforme o gerente técnico da SIA Brasil, Serviço de Inteligência em Agronegócios, Armindo Barth, após a identificação das categorias é importante, sempre que possível, utilizar uma suplementação e garantir que ela seja substitutiva. “Então, por exemplo, terneiros que foram desmamados, terneiras, animais que estão na fase de terminação, são prioridade e, portanto, o produtor poderá lançar mão de suplementação porque eles vão responder”, observa, destacando que qualquer possibilidade de os animais perderem ganho de peso, é um atraso muito grande no ciclo da pecuária dentro da fazenda.

Outro ponto importante elencado por Barth Neto é em relação a algumas áreas de soja que foram colhidas e já tem o seu azevém em fase de estabelecimento. Ressalta que algumas pessoas, por falta de opção, têm colocado gado nessas áreas com azevém muito baixinho e, segundo ele, isto está errado. “É preciso esperar um pouco mais, mesmo que a crise esteja complicada. O ideal é aguardar porque dez ou 15 dias não irão resolver totalmente o problema. O produtor deve esperar essa pastagem se estabelecer e ter, pelo menos, um porte acima dos 15 centímetros para então colocar os animais em cima”, enfatiza.

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O especialista também sugere utilizar uma dose maior de nitrogênio nessas áreas já estabelecidas com azevém. “Desta forma, a pastagem vai crescer o mais rápido possível e os animais poderão entrar mais cedo na área, suportando uma carga maior. Ou seja, o nitrogênio (ureia) vai acelerar o crescimento das pastagens que sustentarão mais animais”, afirma, alertando, porém, para que a carga não seja excessiva. “É importante o manejo porque se o produtor entrar na área sem critério, com muitos animais, em poucos dias a pastagem será zerada. Não se deve deixar que o azevém fique abaixo de 12 centímetros ou a aveia dos 18 centímetros”, complementa.

O gerente técnico da SIA Brasil reforça que as categorias que acessam essas pastagens têm que ser as mesmas que possuem uma exigência nutricional muito grande para esse período. “Vai depender de cada sistema, mas os terneiros, por exemplo, devem ser prioridade pois tem uma alta exigência, porém são animais pequenos, leves e podem ser colocados vários na mesma área, do que, por exemplo, animais da engorda”, finaliza.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA Brasil)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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