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Impactos da Doença do Edema nas Granjas: Desafios e Estratégias de Controle

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A doença do edema, conhecida também como colibacilose enterotoxêmica, representa um dos maiores desafios na suinocultura devido às suas altas taxas de mortalidade, especialmente entre leitões no período de creche, que ocorre entre 4 e 15 dias após o desmame. Essa enfermidade é desencadeada pela presença de cepas patogênicas de Escherichia coli no intestino delgado dos suínos, que produzem verotoxina-2e (VT2e), uma toxina responsável por severas complicações.

Manifestações e impactos da doença

A doença do edema provoca inflamação no endotélio intestinal, aumentando a permeabilidade vascular e resultando em edemas subcutâneos. Os sintomas incluem apatia, incoordenação, dispneia devido a edema pulmonar, além de edema de glote e facial. Em casos mais graves, pode ocorrer edema cerebral, levando a sinais neurológicos como paralisia, tremores e convulsões, frequentemente culminando em morte. Os leitões que sobrevivem frequentemente apresentam sequelas que comprometem ainda mais a produtividade da granja.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado por meio de cultura bacteriana de amostras intestinais, seguida de antibiograma para identificar o tratamento mais eficaz. A histopatologia confirma o diagnóstico ao revelar lesões características nos tecidos intestinais. O tratamento inclui controle da hidratação, antibioticoterapia e diuréticos para redução dos edemas.

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Fatores de risco e prevenção

Vários fatores aumentam o risco de incidência da doença do edema, como mudanças ambientais após o desmame, alterações bruscas na alimentação, estresse dos leitões devido ao novo ambiente, entre outros. A prevenção é crucial e pode ser alcançada por meio da vacinação dos animais e medidas ambientais rigorosas, como limpeza e desinfecção da granja, manutenção de períodos de vazio sanitário, homogeneização dos lotes e redução do estresse térmico e ambiental.

Estratégias para uma suinocultura saudável

“A combinação de um manejo adequado e vacinação é fundamental para manter a granja livre da doença do edema, assegurando a saúde e o bem-estar dos suínos e garantindo a sustentabilidade econômica da produção suína”, conclui Pedro Filsner, médico-veterinário gerente nacional de serviços veterinários de suínos da Ceva Saúde Animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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