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Incidência de Greening em Lavouras de Cítricos Aumenta 56%: Pesquisadores Intensificam Esforços na Busca por Contenção

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O greening, conhecido também como Huanglongbing (HLB), emerge como uma das mais severas ameaças à citricultura mundial, deixando um rastro de devastação em plantações ao redor do globo. Segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a incidência média de laranjeiras com sintomas da doença no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais alcançou 38,06% no último ano. Esse aumento de 56% em relação a 2022 marca o sexto ano consecutivo de crescimento acelerado da doença na região.

Desafios Complexos e Soluções Emergentes

O HLB, transmitido pelo psilídeo asiático Diaphorina citri, desafia os citricultores globalmente devido à sua dinâmica epidemiológica complexa. Diferentemente de outras doenças de culturas anuais, uma vez que uma árvore cítrica é infectada, as opções de controle são limitadas. Antonio Coutinho, Diretor de Projetos na BRANDT BRASIL, destaca a gravidade do desafio enfrentado: “O HLB tem sido um obstáculo significativo para os citricultores em todo o mundo, requerendo abordagens inovadoras para sua contenção”.

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Esforços Globais e Aprendizados na Flórida

Com registros de ocorrência em mais de 130 países, exceto na Europa, onde ainda não se estabeleceu, o HLB mobiliza investimentos significativos para sua mitigação. Os Estados Unidos, por exemplo, já desembolsaram mais de US$ 2 bilhões nessa causa. Em um esforço para aprender com as práticas adotadas na Flórida, a BRANDT Brasil facilitou uma visita técnica para explorar métodos eficazes de controle e manejo da doença.

Durante a visita, técnicas como injeções de antibióticos no tronco das árvores e o uso de telas para proteção contra o vetor do HLB foram discutidas e avaliadas. Resultados preliminares de pesquisas com injeções de oxitetraciclina mostraram melhorias significativas na produtividade e qualidade dos frutos, oferecendo esperança no combate ao HLB.

Inovação Local e Estratégias Promissoras

No Brasil, a pesquisa também avança em várias frentes. Profissionais como o Dr. Ute Albrecht, da Universidade da Flórida, exploram injeções de antibióticos e telas antiafídeos para proteger as árvores cítricas. Resultados promissores com a modificação genética de plantas cítricas transgênicas indicam um caminho potencial para a resistência ao vetor do HLB.

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Lucas Manfrin, Gerente Comercial na BRANDT BRASIL, enfatiza a importância de estratégias integradas e sustentáveis: “Estamos explorando novas abordagens, como reguladores vegetais e precursores de hormônios vegetais, para garantir a saúde contínua dos nossos pomares”.

Um Compromisso Contínuo

Enquanto a pesquisa continua a explorar soluções mais eficazes e sustentáveis, a indústria citrícola global enfrenta um desafio persistente na erradicação de plantas infectadas e no controle do vetor. A colaboração e a inovação são fundamentais para proteger o futuro da citricultura e assegurar um abastecimento sustentável de frutas cítricas para as gerações futuras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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