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Revisão do USDA e Conab Reduzem Expectativas para Safra Brasileira de Soja

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A semana foi marcada por movimentações intensas no mercado de soja, impulsionadas por divulgações cruciais tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentou seu relatório mensal de oferta e demanda na quarta-feira, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxe seus dados na quinta-feira, influenciando diretamente a Bolsa de Mercadorias de Chicago com alta volatilidade.

Revisões para Baixo nas Previsões

O USDA reduziu sua estimativa para a produção brasileira de soja na temporada 2023/24 de 154 milhões de toneladas (relatório de maio) para 153 milhões de toneladas, principalmente devido às inundações que afetaram o Rio Grande do Sul. Apesar de ficar acima das expectativas de mercado de 151,8 milhões de toneladas, essa revisão foi suficiente para diminuir os estoques globais da temporada para 111,07 milhões de toneladas. Além disso, os estoques mundiais previstos para a temporada 2024/25 também foram revisados para baixo, passando de 128,5 milhões para 127,9 milhões de toneladas em junho.

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Perspectiva da Conab

Por sua vez, a Conab estima que a produção brasileira de soja alcançará 147,353 milhões de toneladas na temporada 2023/24, uma redução de 4,7% em comparação com a safra anterior de 154,609 milhões de toneladas. Anteriormente, a previsão era de 147,68 milhões de toneladas. A área plantada está projetada em 45,978 milhões de hectares, um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior, enquanto a produtividade esperada é de 3.205 quilos por hectare, uma queda de 8,6% em relação a 2022/23.

Análise de Safras & Mercado

Na semana anterior, Safras & Mercado já havia antecipado essas mudanças e revisado sua estimativa de produção para baixo, prevendo 149,705 milhões de toneladas de soja para 2023/24, uma queda de 5,1% em relação à temporada anterior de 157,83 milhões de toneladas. Em abril, a projeção era de 151,246 milhões de toneladas. A área plantada, segundo a Safras, deve aumentar em 3%, totalizando 46,025 milhões de hectares, comparado a 44,681 milhões de hectares em 2022/23. A produtividade média esperada também diminuirá, passando de 3.550 para 3.269 quilos por hectare.

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Essas revisões destacam os desafios enfrentados pelos produtores de soja no Brasil, refletindo as condições climáticas adversas e ajustando as expectativas do mercado internacional e nacional para a safra atual e futura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

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As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

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Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

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Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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