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Em maior nomeação da história, Educação ganha o reforço de 3,4 mil servidores

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Em maior nomeação da história, Educação ganha o reforço de 3,4 mil servidores
Agência Brasília

Em maior nomeação da história, Educação ganha o reforço de 3,4 mil servidores

O ensino público do Distrito Federal ganhou o reforço de 3,4 mil servidores nesta sexta-feira (14). Em evento na praça em frente ao Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha assinou o decreto de nomeação desses profissionais que vão reforçar a estrutura educacional do Distrito Federal. A nomeação foi feita para os seguintes cargos: 3.104 professores da educação básica, 80 pedagogos e orientadores educacionais e 258 gestores de política pública e gestão.

Com a posse desses servidores, a gestão do governador Ibaneis Rocha em menos de cinco anos e meio chegou a 11.989 concursados nomeados na Educação, superando os 11.430 convocados entre 2011 e 2018. O evento marcou também a maior nomeação de professores da história feita em um único chamamento.

Em menos de um ano, todas as vagas previstas no concurso, incluindo as de cadastro reserva, foram preenchidas. Os nomeados têm até 30 dias para tomar posse e mais 5 dias para entrar em exercício. No caso dos professores, eles serão distribuídos entre as mais de 800 unidades escolares da rede pública de ensino e nas 14 coordenações regionais de ensino. A prioridade será para as áreas com maior necessidade de docentes, especialmente nos anos iniciais.

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Ao falar para os novos servidores da Secretaria de Educação , o governador Ibaneis Rocha destacou o robusto chamamento de servidores e o que isso representa para a população.

“Só na Educação foram quase 12 mil nomeações desde 1º de janeiro de 2019. Isso não é pouco. É o maior número de nomeações da história do DF para uma categoria. Nós teremos uma melhoria na qualidade do ensino. São professores que passaram por um concurso muito difícil, todos muito bem preparados. As nossas crianças, os nossos adolescentes merecem”, disse Ibaneis Rocha.

O chefe do Executivo também listou outras melhorias na pasta . “Temos feito um grande investimento, desde na primeira infância, com a abertura de vagas, criação do Cartão Creche, do Cartão Material Escolar. Quase todas as escolas foram reformadas e teremos mais de 50 escolas entregues à sociedade. Nós temos aí a construção de vários Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis), o que fez diminuir também a quantidade de vagas que faltavam. O investimento tem sido constante”, finalizou.

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Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o chamamento terá um grande impacto para todo o sistema da área de ensino. “Uma educação pública gratuita e de qualidade precisa perpassar pela boa formação e qualificação dos seus professores e demais profissionais da educação, que por sua vez serve como alicerce para construir escolas, cidadãos e profissionais mais competentes, éticos e humanos. Com essa nomeação, o governador Ibaneis Rocha entra para a história do DF como o governador que mais nomeou, totalizando 11.989 entre magistério público e assistência à educação”, destacou.

“Essas nomeações, até 2026, vão representar um investimento de mais de R$ 1 bilhão na folha de pagamento da Educação. Isso demonstra o compromisso do governo. Cada real gasto é um investimento no futuro do Distrito Federal”, acrescentou o secretário de Economia, Ney Ferraz.

Além dos mais de 3 mil professores e pedagogos, a secretaria vai ganhar o reforço de gestores de política pública e gestão educacional nas mais diversas áreas, entre elas direito e legislação, psicologia, nutrição, tecnologia da informação e contabilidade.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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