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Colégio Everest lança programa de voluntariado por todo o DF

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Colégio Everest lança programa de voluntariado por todo o DF
Rafael Badra

Colégio Everest lança programa de voluntariado por todo o DF

Conhecido na capital federal por campanhas e projetos sociais, como o Colégio Mão Amiga , no Paranoá, o Colégio Everest Brasília lançou recentemente um novo programa de formação humana, que busca reforçar e cultivar nos alunos valores cruciais como solidariedade, equidade social e zelo apostólico, estimulando-os a auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Por meio do Everest IN ACTION , os alunos do Ensino Médio poderão realizar atividades alinhadas aos princípios da escola, acompanhados sob mentoria entre pais e colaboradores. Será uma oportunidade para desenvolver competências como resolução de problemas, organização, trabalho em equipe, comunicação e liderança.

O voluntariado é uma prática fundamental para fortalecer os laços comunitários e promover o bem-estar social. Engajar-se como voluntário é oferecer o seu tempo e habilidades de forma gratuita em prol de causas que beneficiam a sociedade ”, comenta Tainah Nóbrega , diretora de admissão, comunicação e marketing do Colégio Everest Brasília, conhecido por trabalhar voluntariamente com os alunos. “ Os benefícios não se restringem a quem recebe ajuda, trazendo também recompensas pessoais significativas para os voluntários. Ao se engajar nessa prática, é possível desenvolver habilidades interpessoais, ganhar uma nova perspectiva sobre a vida e sentir-se parte de algo maior do que você mesmo.

Desde o lançamento oficial, no fim de maio, os alunos iniciaram o desenvolvimento de projetos sociais. O trabalho ocorre em etapas: formação das equipes, seleção da instituição, visita para diagnóstico das necessidades, elaboração e execução do projeto, e apresentação para a comunidade escolar. “ Os alunos são incentivados a agir com responsabilidade e protagonismo para transformar as realidades que necessitam de apoio e atenção solidária em nossa cidade ”, pontua Tainah Nóbrega. Ela acrescenta ainda: “ esta é uma oportunidade para despertar a sensibilidade em relação ao próximo e desenvolver habilidades pessoais que contribuem para sua formação integral ”.

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O lançamento

Exclusivo para alunos e responsáveis, o projeto iniciou com uma sessão de boas-vindas e depoimentos de jovens empreendedores que lideram projetos de impacto social no DF. O evento reuniu nomes importantes, como Shaila Mazoni, fundadora e presidente da Associação AME , dedicada à capacitação profissional e a dignificação de mulheres em situação carcerária, visando a reintegração social pós-encarceramento.

Outro palestrante foi Ricardo Sechis , que, com apenas 27 anos, é empreendedor e apaixonado por movimentos sociais. Iniciou seu negócio aos 17 anos, vendendo espetinhos no estacionamento da escola. Atualmente, é cofundador do Ricco Burger, uma hamburgueria brasiliense com sete filiais na cidade. No lançamento, os participantes realizaram atividades recreativas, como canoagem, piquenique e passeio de balão. Agora, os estudantes se preparam para os próximos passos do programa.

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Por que balonismo? Nóbrega explica que os alunos devem entender que a ajuda ao próximo não tem limites, nem mesmo o céu. “Por que remar em canoas? Porque os alunos devem valorizar o trabalho em equipe e saberem que remando juntos, podem ir sempre mais longe”, destaca, a diretora de admissão, comunicação e marketing do Colégio Everest Brasília.

Voluntariado no país

Seja para ajudar em uma crise, como a tragédia do Rio Grande do Sul, ou mesmo fazer visitas a hospitais, creches, orfanatos, o serviço voluntário é muito importante para a sociedade, com benefícios para todas as partes envolvidas, inclusive na saúde mental. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, atualmente existem 2,2 mil voluntários no DF. Eles fazem parte de programas do governo e prestam serviço em diversas áreas da capital federal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,3 milhões de pessoas realizaram trabalho voluntário no país em 2022. Houve um acréscimo de 603 mil pessoas, entre 2019 e 2022, calculou o instituto.

Um levantamento feito pela Universidade de Harvard e publicado no American Journal of Preventive Medicine, de 2021, também comprovou esses benefícios. Conforme o estudo, há menos riscos de mortalidade e desenvolvimento de limitações físicas. E quando se trata de adolescentes e universitários, os ganhos são ainda mais eficazes. De acordo com outra pesquisa, da Universidade de Oxford, realizada em 2015, ser voluntário nessa faixa etária pode ajudar a evitar comportamentos problemáticos, como o uso de bebida alcoólica e drogas, gravidez indesejada, abandono escolar e outros.

É o que confirma a neuropsicóloga Camila Ferrari , especialista da Neurodesenvolvendo. De acordo com ela, observar os desafios enfrentados por outras pessoas aciona emoções como empatia e compaixão. “ Para além dos valores, o voluntariado cria o senso de comunidade, ao mesmo tempo em que desenvolve habilidades sociais, de comunicação e a capacidade de trabalhar em grupo. Isso gera sensação de utilidade e levanta a autoestima alimentada, com a confiança de que se pode fazer a diferença no mundo ”, avalia.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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