INICIATIVA

Empresas inovam na oferta de benefícios para reter talentos

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Marfrig de Várzea Grande, os funcionários têm acesso à diversos benefícios além do plano de carreiras e salários.
Marfrig de Várzea Grande, os funcionários têm acesso à diversos benefícios além do plano de carreiras e salários.

Em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico, a busca por profissionais qualificados tem feito com que grandes empresas criem iniciativas como, a oferta de benefícios, onde o foco é manter esses talentos dentro das organizações.

Nos últimos anos, diversas empresas têm implementado pacotes inovadores e atrativos, visando não apenas a satisfação profissional, mas também o bem-estar e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional de seus colaboradores.

Uma destas empresas é a Marfrig, unidade Várzea Grande, onde os 4 mil funcionários têm acesso à diversos benefícios além do plano de carreiras e salários.

Segundo a gerente de Recursos Humanos, Cláudia Rodrigues, a companhia está permitindo que eles possam escolher os benefícios que mais se adequem às suas necessidades. Isso inclui desde planos de saúde e odontológicos até subsídios para educação e cursos de desenvolvimento profissional.

“A flexibilidade na escolha dos benefícios tem sido um grande diferencial. Cada colaborador tem suas próprias carências e por isso, poder optar, tem se mostrado um meio eficaz na retenção de talentos”, afirma Rodrigues.

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O bem-estar dos funcionários da Marfrig ganhou destaque significativo, razão pela qual, a empresa tem investido em programas de saúde mental e bem-estar. Sessões de terapia e até mesmo espaço de pausa climatizada dentro da fábrica são alguns dos recursos oferecidos.

“Investir em saúde mental não é apenas uma tendência, mas uma necessidade. Pessoas mais saudáveis e equilibradas são mais produtivas e engajadas no ambiente de trabalho,” ressalta Anderson Macedo, coordenador de Enfermagem do Trabalho da Marfrig de Várzea Grande.

Educação e desenvolvimento profissional são outras frentes de atuação. A empresa tem oferecido subsídios para cursos, workshops, palestras e até mesmo parceria com universidades ofertando descontos para cursos graduação e pós-graduação. Além disso, programas internos de mentoria e coaching ajudam no crescimento profissional dos colaboradores.

“A oportunidade de continuar aprendendo e me desenvolvendo dentro da empresa é um dos motivos principais pelos quais decidi permanecer aqui. Isso me dá segurança e me mostra que a empresa está comprometida com o meu crescimento também a longo prazo,” relata Anderson Buss, supervisor de Meio Ambiente da Marfrig de Várzea Grande e participante do programa Jornada da Liderança idealizado pela empresa.

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A retenção de talentos é uma preocupação constante para as empresas que desejam se destacar no mercado. Por isso, iniciativas como estas não apenas retêm seus talentos, mas também promovem uma cultura organizacional saudável e engajada.

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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