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Ferrovia em Mato Grosso Impulsiona Geração de Empregos e Economia

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A construção da ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo, operada pela Rumo, emerge como o principal motor de geração de empregos no setor de infraestrutura em Mato Grosso no primeiro trimestre de 2024. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o saldo positivo de empregos no estado nesse segmento foi de 1.666 vagas, das quais aproximadamente 62,1% estão ligadas às obras da ferrovia, totalizando 1.035 postos de trabalho.

Impacto Econômico e Social

A ferrovia, que terá mais de 700 quilômetros de extensão ao conectar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, região de destaque na produção de soja e milho no Brasil, está estimada em um investimento inicial entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. A primeira fase das obras abrange mais de 200 quilômetros, incluindo a construção do primeiro terminal próximo à BR-070.

Projeções Futuras e Benefícios

Guilherme Penin, vice-presidente de regulação da Rumo, projeta que nos próximos meses as obras atingirão um pico de mais de 5 mil empregos diretos, impulsionando significativamente a economia local. A expectativa é de que a conclusão da ferrovia não apenas reduza os custos de transporte, tornando os produtos locais mais competitivos nacional e internacionalmente, mas também atraia investimentos adicionais para a região.

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Potencial de Geração de Empregos

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) estima que a construção da ferrovia poderá gerar mais de 200 mil empregos no estado ao longo do projeto, sendo 114 mil diretos, 44 mil indiretos e 44 mil induzidos. Este impacto não apenas melhora as condições de vida da população local, mas também estimula o consumo interno e impulsiona setores como varejo, construção civil e serviços.

Sustentabilidade Ambiental

Além dos benefícios econômicos, o modal ferroviário oferece vantagens ambientais significativas em comparação ao transporte rodoviário. Um único trem da Rumo, com 120 vagões, pode transportar carga equivalente à de até 480 caminhões, contribuindo para a redução das emissões de CO2. A Rumo também tem metas claras de redução de emissões, tendo alcançado uma diminuição de 17,4% de suas emissões de CO2 de 2019 a 2023, e de 39% desde 2015.

A construção da ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo não apenas fortalece a infraestrutura de transporte de Mato Grosso, mas também promove um desenvolvimento econômico sustentável e responsável, alinhado com as necessidades presentes e futuras do estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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