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ExpoQueijo Brasil: Degustação às Cegas Assegura Imparcialidade no Concurso de Queijos

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A ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards adota a degustação às cegas, uma metodologia consagrada nos principais concursos internacionais, para assegurar justiça e imparcialidade na avaliação dos queijos. A mestre queijeira Íris Parizotto explica que esse procedimento consiste em apresentar os queijos aos jurados sem qualquer indicação de sua origem, marca ou variedade, permitindo que a análise seja baseada exclusivamente nas características sensoriais de cada produto.

“No concurso, os participantes inscrevem uma vasta gama de queijos, incluindo variedades de leite de vaca, cabra, ovelha e búfala. Os queijos são numerados e catalogados de modo a garantir que nenhuma informação relevante esteja disponível aos jurados durante a avaliação. Dessa forma, eles não sabem a quem pertence o queijo ou sua origem”, explica Íris Parizotto.

Os jurados, que são especialistas renomados como mestres queijeiros, chefs de cozinha e críticos gastronômicos, avaliam os queijos com base em critérios rigorosos que incluem aparência, cor, formato, características da crosta, consistência, apresentação interna da massa, aroma e sabor. “A degustação às cegas garante que essas avaliações sejam feitas sem a influência de preconceitos ou expectativas pré-concebidas”, destaca Íris.

Importância da Imparcialidade

A imparcialidade é um dos pilares fundamentais da degustação às cegas. Sem a identificação dos queijos, os jurados se concentram nas qualidades intrínsecas dos produtos. “Para garantir total imparcialidade, os organizadores implementam medidas rigorosas. Os queijos são armazenados e preparados em ambientes controlados, e apenas um grupo seleto de coordenadores tem acesso às informações sobre a procedência dos produtos. Cada rodada de degustação é supervisionada para assegurar uniformidade nos procedimentos”, complementa a mestre queijeira.

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Após um processo minucioso de avaliação, os vencedores são anunciados em diversas categorias. “Um exemplo é o Queijo Toscano, produzido pela Quesería Ventimiglia da Argentina, que foi considerado o melhor do mundo na ExpoQueijo Brasil 2023. Participando na categoria de Queijo de Leite de Vaca Pasteurizado, com maturação entre 91 e 180 dias, este queijo destacou-se pela qualidade da casca e pela inspiração nas técnicas suíças combinadas com o terroir argentino”, relembra Íris.

Reflexões sobre o Futuro

A prática da degustação às cegas não só destaca a excelência dos melhores queijos, mas também fomenta discussões sobre transparência e objetividade nas competições gastronômicas. Com o crescente sucesso dessa metodologia, há um movimento para torná-la padrão em futuras competições. Os organizadores acreditam que a degustação às cegas promove uma competição mais justa e democrática, onde todos os queijos têm a mesma chance de serem reconhecidos.

“A degustação às cegas consolidou-se como uma ferramenta poderosa para assegurar imparcialidade e justiça, elevando os padrões de qualidade e autenticidade na produção de queijos. Este método promissor não só garante uma análise mais precisa e honesta, mas também celebra a diversidade e a excelência dos queijos produzidos ao redor do mundo”, finaliza Íris Parizotto.

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ExpoQueijo Brasil 2024

A ExpoQueijo Brasil 2024 – Araxá International Cheese Awards, principal evento do segmento nas Américas, atrai a atenção de produtores internacionais, especialistas e imprensa. O evento ocorrerá de 27 a 30 de junho, no Grande Hotel e Termas de Araxá, e promete impactar positivamente áreas como turismo, varejo, agropecuária, logística, indústria alimentícia e relações internacionais.

Realizado pela Bonare Eventos, o evento conta com patrocínio de CBMM, Copasa, Cemig, McCain, Sebrae, Sistema Ocemg e Sicoob Crediara. Tem parceria com associações de produtores de queijos e apoio de instituições de fomento ao agronegócio, destacando-se o Ministério da Agricultura e Pecuária, Governo de Minas, Seapa – Emater-MG, Epamig, IMA, CCPR, Senar, Faemg e Prefeitura de Araxá. A Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes (EPAMIG ILCT) é a entidade mantenedora da ExpoQueijo Brasil 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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