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Mercado de Café no Brasil: Expectativa de Dia Movimentado nas Negociações

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O mercado físico brasileiro de café deve registrar um aumento na movimentação dos negócios nesta quinta-feira. Com a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) avançando mais de 3% no momento, há um fator positivo para os preços domésticos, enquanto o dólar opera próximo à estabilidade. Este cenário favorável em NY sugere um dia de maiores negociações no mercado interno.

Na quarta-feira (5), o mercado brasileiro de café manteve estabilidade para o arábica e registrou avanços nas cotações do conilon. A comercialização foi mais ativa, apesar da volatilidade nas Bolsas de Nova York para o arábica e de Londres para o robusta.

No mercado de arábica, a baixa na Bolsa de NY foi compensada pela alta do dólar. Durante o dia, as cotações oscilaram, mas ao final, o arábica permaneceu estável. Já o conilon registrou alta, refletindo os ganhos do robusta em Londres.

Segundo a Safras Consultoria, diversos lotes de café, tanto da safra passada quanto da nova, foram negociados. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação permaneceu estável, cotado entre R$ 1.350,00 e R$ 1.355,00 por saca. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação também não sofreu alterações, sendo vendido entre R$ 1.360,00 e R$ 1.365,00 por saca. Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, teve preços inalterados, entre R$ 1.150,00 e R$ 1.155,00 por saca.

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No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória foi cotado entre R$ 1.245,00 e R$ 1.255,00 por saca, apresentando alta em relação aos preços anteriores, que estavam entre R$ 1.225,00 e R$ 1.230,00. O conilon tipo 7/8 variou entre R$ 1.240,00 e R$ 1.250,00, também em alta comparado ao intervalo anterior de R$ 1.220,00 a R$ 1.230,00.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Nova York (ICE Futures), na posição de 5 de junho de 2024, somam 798.683 sacas de 60 quilos, um aumento de 7.945 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Mercado Internacional

Os contratos com entrega para julho de 2024 registram alta de 3,01% na Bolsa de Nova York (ICE), cotados a 238,95 centavos de dólar por libra-peso. Na quarta-feira, a posição julho de 2024 fechou a 231,95 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 0,8%.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registra uma leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,2991. O Dollar Index apresenta uma alta de 0,08%, atingindo 104,35 pontos. As principais bolsas da Ásia fecharam mistas, com Xangai em -0,54% e Japão em +0,55%. Na Europa, as principais bolsas operam em alta, com Paris subindo 0,37%, Frankfurt 0,84% e Londres 0,44%. O petróleo também opera em alta, com o contrato de julho do WTI em NY cotado a US$ 74,95 o barril, um aumento de 1,18%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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