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Parque da Gameleira Recebe Animais da Megaleite 2024: Celebração do Melhor do Agronegócio Leiteiro do Brasil

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A expectativa se eleva com a chegada dos primeiros animais ao Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, para a tão aguardada 19ª edição da Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite, mais conhecida como Megaleite. Desde 2016, este evento reúne as principais raças leiteiras do país, transformando a capital mineira em um ponto de encontro para os entusiastas do setor.

O Torneio Leiteiro: O Desafio das Fêmeas de Maior Produção e Qualidade de Leite

As fêmeas inscritas para o torneio leiteiro já marcam presença, sendo as primeiras a chegarem ao recinto. Este desafio recompensa as vacas de maior produção de leite ao longo de nove ordenhas, além de premiar aquelas que apresentam a melhor qualidade do leite. No ano anterior, a grande campeã da raça Girolando impressionou ao produzir 259,385 kg/leite, com uma média diária de 86,462 kg/leite. Para a 33ª edição do torneio leiteiro da raça Girolando, os vencedores de ambas as categorias serão agraciados com uma moto 0 km 125 CC.

Competições e Atrações: Além do Torneio Leiteiro

A Megaleite 2024 oferece muito mais do que o torneio leiteiro. A programação inclui competições de julgamento das raças, leilões, shopping de animais, mostra de bovinos, palestras, minicursos, minifazendinha, lançamentos de Sumários de touros e de Vacas, apresentação de novas tecnologias, além da presença de mais de 100 empresas expositoras no recinto.

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Abertura Oficial e Homenagens

O evento será oficialmente inaugurado em 11 de junho, às 20h, com a presença de diversas autoridades políticas, incluindo o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Durante a solenidade, ele será homenageado com o Mérito Girolando 2024, ao lado do deputado federal Rafael Simões e outras personalidades do agronegócio. A programação completa está disponível no site www.megaleite.com.br.

Festival do Queijo Artesanal de Minas: Uma Deliciosa Coincidência

Paralelamente à Megaleite, ocorrerá o Festival do Queijo Artesanal de Minas, de 13 a 15 de junho, no Expominas. Uma oportunidade única para os visitantes apreciarem não apenas os melhores exemplares do gado leiteiro, mas também os renomados queijos produzidos na região.

Credenciamento e Expectativas de Público

A expectativa é que o Parque da Gameleira receba visitantes de todas as regiões do Brasil, bem como de outros países, principalmente da América Latina, África e Ásia. O credenciamento para o evento já está disponível no site da Megaleite e a entrada é gratuita.

Sobre a Megaleite: Uma Celebração do Mundo Leiteiro

Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a Megaleite 2024 destaca-se como uma celebração do mundo leiteiro, oferecendo uma variedade de atividades que vão desde exposições de raças leiteiras até espaços gourmet. Com o patrocínio da CODEMG, Governo de Minas e Sicoob Central Credimas, e o apoio de diversas instituições, a feira promete ser um sucesso.

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Parceiros e Reconhecimento

A Megaleite conta com o apoio de diversos parceiros, desde empresas do setor até instituições de fomento ao agronegócio. A presença desses parceiros reforça o compromisso com a excelência e o desenvolvimento do segmento leiteiro.

Com um programa repleto de atividades, a Megaleite 2024 promete ser um evento imperdível para todos os amantes do agronegócio e da produção leiteira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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