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Governo Federal simplifica acesso ao crédito para empresários e produtores do Rio Grande do Sul

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Em coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto na última segunda-feira (3), o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, destacou os esforços do Governo Federal em desburocratizar o acesso ao crédito para empresários e produtores do Rio Grande do Sul. Após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Durigan ressaltou a importância de minimizar os entraves burocráticos para facilitar a obtenção de financiamento por meio de programas como o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

“Na semana passada, anunciamos uma medida que permitirá o uso de até R$ 15 bilhões do superávit financeiro do fundo social para apoiar pequenas, médias e grandes empresas do Rio Grande do Sul,” afirmou Durigan. A reunião contou também com a presença da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.

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Avanços no Apoio às Empresas Gaúchas

Tarciana Medeiros revelou que o Banco do Brasil já atendeu mais de 3 mil empresas gaúchas por meio do Pronampe nos novos moldes, preservando aproximadamente 20 mil empregos e liberando cerca de R$ 350 milhões em crédito. No âmbito do Pronamp, o banco prorrogou e atendeu 38 mil pequenos produtores, com operações de crédito repactuadas que somam cerca de R$ 100 milhões.

Saque Calamidade do FGTS

Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, destacou que o banco distribuiu R$ 1,4 bilhão em recursos do Saque Calamidade do FGTS para 441 municípios no Rio Grande do Sul. Além disso, no âmbito do Pronampe Solidário, a Caixa contratou aproximadamente R$ 160 milhões em apenas três dias, realizando 1.300 operações iniciais. “Esses números são realmente impactantes para uma operação com tão pouco tempo de execução,” enfatizou Vieira.

As ações do Governo Federal e das instituições financeiras visam proporcionar um alívio financeiro significativo e impulsionar a recuperação econômica dos empresários e produtores rurais do Rio Grande do Sul, assegurando a manutenção de empregos e a continuidade das atividades produtivas no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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