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Com Lavouras Acima das Expectativas, Milho Inicia Terça-Feira em Queda em Chicago

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A terça-feira (04) começou com os preços futuros do milho registrando leve queda na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 10h21 (horário de Brasília), as principais cotações oscilavam entre R$ 57,04 e R$ 68,10.

O contrato de julho/24 era cotado a R$ 57,04, apresentando uma desvalorização de 0,59%. Para setembro/24, o valor era de R$ 60,21, com uma queda de 0,48%. O vencimento novembro/24 era negociado a R$ 64,14, registrando baixa de 0,54%, e o contrato de janeiro/24 tinha valor de R$ 68,10, com perda de 0,25%.

Mercado Externo

No mercado internacional, os preços futuros do milho também abriram em leve queda na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 09h44 (horário de Brasília), o contrato de julho/24 era cotado a US$ 4,42, com uma queda de 1,25 pontos. O vencimento setembro/24 era negociado a US$ 4,48, com uma baixa de 1,25 pontos, enquanto o contrato de dezembro/24 registrava desvalorização de 1,50 pontos, sendo negociado a US$ 4,61. Para março/24, o valor era de US$ 4,74, com perda de 1,00 ponto.

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De acordo com o site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram na manhã de hoje após o relatório de Progresso da Safra divulgado ontem indicar que as condições das lavouras de milho nos EUA estavam muito melhores do que o mercado esperava, apesar das condições de plantio encharcadas nesta primavera.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro

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A Bahia caminha para a maior safra de algodão de sua história, com produção estimada em 986,4 mil toneladas de pluma no ciclo 2025/26, crescimento de 17% sobre a temporada anterior. O volume representa quase 24% da safra brasileira prevista pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e mantém o estado na segunda posição nacional, atrás de Mato Grosso.

O destaque está no rendimento das lavouras. Em aproximadamente 418 mil hectares, a produtividade estimada chega a 2.360 quilos de pluma por hectare, cerca de 14% acima da média brasileira calculada com os dados da Abrapa. São aproximadamente 284 quilos adicionais por hectare, uma diferença que ajuda a distribuir os custos de produção por um volume maior de fibra.

Para o Brasil, a associação apresentou em setembro uma estimativa de 4,144 milhões de toneladas, cultivadas em 1,996 milhão de hectares. Mato Grosso lidera com produção projetada em 2,74 milhões de toneladas. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 90% do algodão nacional.

O resultado baiano aumenta a oferta em um momento de maior atenção à comercialização. Os preços da pluma continuavam em queda no início de outubro, depois do recuo registrado em setembro, conforme acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. Para o produtor, a produtividade maior ajuda na conta, mas o ganho final depende também do preço recebido, dos custos e da qualidade da fibra.

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A retirada do algodão da lavoura é apenas uma etapa desse processo. Segundo relatório da Abrapa divulgado em 9 de outubro, a colheita brasileira havia atingido 99% até 25 de setembro, enquanto o beneficiamento estava em 49%. É nessa operação que a fibra é separada do caroço e preparada para venda. Os volumes estaduais ainda estavam sujeitos à consolidação.

O mercado externo será importante para absorver a produção. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, recorde e avanço de 19% sobre o ano comercial anterior. Esse calendário é diferente do ciclo agrícola e inclui a comercialização de algodão colhido anteriormente.

Dentro do país, a indústria enfrenta dificuldades para ampliar o consumo da fibra. Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) à Câmara Setorial do Algodão, em setembro, apontaram queda de 1,9% na produção têxtil acumulada em 12 meses. A fabricação de vestuário recuou 4,2%, enquanto as importações de roupas cresceram 50,3% entre janeiro e agosto de 2026.

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Para a Bahia, ampliar o escoamento pelo Porto de Salvador é uma das alternativas discutidas pelo setor. A rota pode reduzir a concentração dos embarques em Santos, mas sua vantagem depende do custo do frete, da disponibilidade de contêineres e da regularidade das linhas marítimas.

A qualidade também pesa na negociação. Compradores avaliam características como comprimento, resistência e uniformidade da fibra, que interferem na fabricação dos fios. Uma colheita volumosa precisa chegar ao beneficiamento e à armazenagem em boas condições para preservar seu valor comercial.

O avanço das lavouras baianas fortalece a participação do estado no mercado nacional. Com a safra próxima de 1 milhão de toneladas, o desafio agora é transformar o rendimento obtido no campo em vendas que remunerem o produtor e sustentem o próximo plantio.

Fonte: Pensar Agro

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