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3ª edição do Coffee Brasília reúne profissionais e entusiastas da bebida

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3ª edição do Coffee Brasília reúne profissionais e entusiastas da bebida
Yumi Kuwano

3ª edição do Coffee Brasília reúne profissionais e entusiastas da bebida

Nos quatro dias da 3ª Coffee Brasília profissionais renomados do universo do café compartilharam sua expertise com empreendedores e apaixonados no Casapark. De quinta-feira (30) a domingo (2), foram realizados talk shows, masterclasses, feira de expositores e competições em torno da bebida mais consumida pelos brasileiros. Esta edição prometeu e entregou experiências sensoriais, oportunidades de networking e degustações exclusivas para visitantes e profissionais do ramo.

No primeiro dia do evento (30), que teve organização de Nahyara Alves e Ana Cristina Alvarenga, a programação começou com a palestra ‘Compreendendo a roda de sabores do Café Especial’, com a professora e doutoranda em qualidade química sensorial de cafés, Lorena Andrade. Em seguida, ‘Sustentabilidade no ponto de venda’, com Tete Moulaz, barista e proprietária do Mercado do Café, e ‘Chocolate e Café: uma viagem sensorial pelos sentidos’, com Aguimar Ferreira Chocolateria, além do TNT Latte Art, campeonato com 25 participantes que teve como ganhador o barista Joabner Santana.

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Na sexta-feira (31), as atividades começaram às 10h, com ‘Análise de sujidades em amostras de café comercial’ com Samilla Teles (IFB). Temas como empreendedorismo no ramo, cafés e queijos e implementação de infusões em cafeterias. Também rolou o início da terceira edição da Taça Barista 2024.

As palestras ‘A importância do moedor para extração de sabor’, ‘A onda dos cafés fermentados’, ‘A importância de planejar previamente o cardápio da sua cafeteria’, e o ‘O valor da sua marca’ e ‘Café em transformação: qual o impacto da interação entre ciência e cultura no nosso paladar?’, contaram com nomes como Talita Souza Carmo, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) e sócia da Levare Bioprocessos, e Chicão, diretor executivo do Instituto C.C. Um bate-papo sobre a profissão barista também fez parte da programação de sábado (1º).

No último dia (2), os temas discutidos foram café e coquelaria, métodos populares de preparo em casa”, bioeconomia na Amazônia. A partir das 17h, aconteceu a final da terceira edição da Taça Barista 2024, que anunciou os vencedores Bruno Silveir, Gezana Lenize e João Magalhães.

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No ano passado, o Coffee Brasília reuniu mais de 28 mil pessoas, se tornando um dos maiores eventos dedicado ao café do país.

Confira mais cliques desta edição:

Ana Carolina Alvarenga, Nahyara Vieira Alves, Carlos Sérgio Gomes Ferreira, Ana Carla Scalon, Fernando Borges e Ana Cristina Alvarenga

Fernando Borges e Thiago Pires

Ana Carla Scalon e Ana Beatriz Scalon

Silas Brasileiro

Pavel Cardoso

Nhayara Vieira Alves e Nyedja Gennari

Luíza Kreimeier, Ana Cristina Alvarenga, Silas Brasileiro e Nhayara Vieira Alves

Fernando Borges e Thiago Pires

Coffee Brasília

Eduardo Schulter

Cristiano Araújo

Coffee Brasília

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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