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Inmet emite alertas para Norte, Nordeste e Sul; veja a previsão

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Chuvas seguem castigando Porto Alegre
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Chuvas seguem castigando Porto Alegre

Brasileiros de diferentes regiões do país devem se preparar para um começo de semana marcado pelas alterações climáticas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu quatro alertas amarelos de “Perigo Potencial” focados no Norte, Nordeste e Sul.

As áreas mais afetadas pelo alerta são:

  • Pernambuco: Metropolitana de Recife, Mata Pernambucana, Agreste Pernambucano;
  • Bahia: Nordeste Baiano, Centro Norte Baiano, Centro Sul Baiano, Sul Baiano, Metropolitana de Salvador;
  • Ceará, deverão prestar atenção o Norte Cearense, Noroeste Cearense, Metropolitana de Fortaleza, Jaguaribe;
  • Rio Grande do Norte: Oeste Potiguar, Central Potiguar, Leste Potiguar, Agreste Potiguar;
  • Paraíba: Agreste Paraibano, Mata Paraibana;
  • Sergipe: Leste Sergipano, Agreste Sergipano, Sertão Sergipano;
  • Alagoas: Leste Alagoano, Agreste Alagoano;
  • Piauí: Norte Piauiense.

A região Sul, em processo de recuperação pelas enchentes, deverá sofrer um declínio de 5 °C a 3 °C na temperatura a partir das 18 horas deste domingo (2). As áreas mais afetadas serão o Sudoeste e o Sudeste Rio-grandense, com uma intensificação dos ventos nas regiões litorâneas, o que pode provocar o movimento de dunas de areia em construções na orla.

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Porto Alegre deverá registrar mínimas de 6 °C e máxima de 14 °C nesta segunda-feira (3), marcada por muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com previsão mantida até quinta-feira (6), com apenas alterações na amplitude térmica.

Outro alerta de “Perigo Potencial” destaca a região Nordeste, com quase toda a faixa litorânea da costa brasileira correspondente à região destacada de amarelo, acompanhada de um acumulado de chuvas entre 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. As áreas mais afetadas são listadas pelo Inmet, incluindo Pernambuco, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Piauí.

O Norte do Brasil também será alvo de chuvas intensas, conforme destaca o Inmet em seu alerta de “Possível Perigo”, com chuva de até 50 mm/dia e ventos intensos variando de 40 a 60 km/h.

Em caso de rajadas de vento, as instruções incluem não se abrigar debaixo de árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, além de evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

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No Sudeste, o Inmet prevê uma semana de chuvas para o Rio de Janeiro, com máxima que não deverá passar dos 24 °C até quinta-feira, quando poderá haver ligeiro aumento na temperatura. Em São Paulo, a previsão é de tempo com nuvens nesta segunda, chuvoso a partir de terça-feira, com ventos fracos/moderados, e tendência de ligeira elevação na temperatura mínima de 15 °C e máxima de 18 °C. A partir de quarta-feira, o sol poderá brilhar em meio às nuvens dos céus paulistanos.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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