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Voo ligando Brasília a Santiago começa a operar neste sábado (1)

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Voo ligando Brasília a Santiago começa a operar neste sábado (1)
Agência Brasília

Voo ligando Brasília a Santiago começa a operar neste sábado (1)

Embarcar para Santiago sem escalas agora já é uma realidade. Neste sábado (1º), a companhia aérea Latam promoveu a cerimônia de lançamento do primeiro voo ligando a capital federal à capital chilena sem conexões. Uma viagem que antes durava aproximadamente 8h, com escalas muitas vezes em Guarulhos, Florianópolis ou demais cidades, agora pode ser feita de forma direta em menos de 5h, uma redução de quase 3h no tempo de voo.

O avião da primeira viagem direta ao Chile decolou próximo às 9h, com duas mulheres à frente da tripulação, tanto a piloto quanto a copiloto. Entre os passageiros do voo para Santiago, que teve 90% de ocupação preenchida, estava o jornalista Renato Abê. Antes de decolar, ele declarou que a nova possibilidade traz mais conforto aos viajantes.

“A gente se organiza o ano todo para conseguir finalmente sair de férias, então a possibilidade de um voo direto facilita muito para que a gente consiga chegar mais tranquilo, sem tanto aperreio. A gente ganha mais um tempinho, não fica viajando o dia inteiro e chega logo ao destino para finalmente curtir e descansar” , disse.

Por ser de Fortaleza, Renato ressaltou também a importância do voo ser uma conexão que liga não apenas quem vive em Brasília, mas todo o Brasil. “No meu caso faz mais sentido vir para cá para um voo como esse, é mais rápido e me conecta com uma gama muito maior de voos. Santiago só cresce quando o assunto é turismo, então é sempre uma possibilidade, realmente, de se conectar com o mundo” , acrescentou.

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Do Quadradinho para o mundo
Brasília é a única capital brasileira que está conectada com todas as outras do País, capaz de ligar as áreas em um tempo que varia de duas a três horas. Por meio do novo trecho para Santiago, também é possível acessar outros destinos além da América do Sul, como Sydney e Auckland.

“Brasília tem um posicionamento estratégico e um aeroporto de qualidade, isso traz a possibilidade de fazer essa distribuição de passageiros vindo do norte e nordeste para destinos na América do Sul e na Oceania” , destacou o head de Relações Públicas da Latam , Eduardo Macedo. Ele frisou, ainda, que atualmente o aeroporto de Brasília conta com 33 voos ligando todo o Brasil e 56% da ocupação no total de voos.

O secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, pontuou que os voos diretos podem incentivar os negócios não só para o Brasil como um todo, mas diretamente para o DF, trazendo mais turistas para conhecer o Quadradinho, a arquitetura e as belezas do Centro-Oeste.

“O governo no Distrito Federal vem estimulando, desde o ano passado, esses voos com redução de tarifas e outros incentivos para movimentar todo o comércio, rede hoteleira e bares; então gira dinheiro aqui. Quem ganha é a população, com mais acessibilidade, flexibilidade, rapidez e conforto – tanto quem vem visitar quanto quem vem dos outros estados para poder viajar para outros países. Por que tenho que ir para São Paulo ou outro estado se posso ter um voo direto? Brasília tem potencial para esses voos, somos a maior renda per capita do país e as agências turísticas sabem disso” , observou o secretário.

O vice-presidente da Inframerica, Juan Djedjei, recordou que após a pandemia foi possível retomar os voos internacionais com mais destinos conectados com o Brasil.

“Hoje estamos voltando praticamente à quantidade de destinos que tínhamos pré-pandemia no internacional. E esse é um voo super especial, porque junta o sul da América com o Brasil e também com a Oceania e demais lugares. Conecta Brasília a destinos fantásticos como o Chile, onde o pessoal pode ir no verão, aproveitar a praia, ou no inverno, para esquiar e também tomar vinhos, que o pessoal adora” , completou.

O secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, também presente na cerimônia de inauguração, reforçou a relação direta de crescimento que o setor traz para o turismo, a economia e para o lazer das famílias. “Temos o voo Brasília-Lima, agora Brasília-Santiago. E a tendência é que a gente continue trabalhando para ter mais destinos conectados com o Brasil” , disse.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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