AGRONEGÓCIO

Mercado de Soja Deve Permanecer Lento na Véspera do Feriado no Brasil

Publicado em

Na véspera do feriado no Brasil, o mercado de soja deve continuar apresentando negociações limitadas. Os contratos futuros da soja permanecem pressionados na Bolsa de Chicago, impactando negativamente as cotações internas. Por outro lado, a alta do dólar pode mitigar essa queda. No entanto, os agentes de mercado tendem a negociar apenas o necessário, tanto no mercado físico quanto na exportação.

Na última terça-feira, o mercado de soja registrou movimentos pontuais com preços em queda devido à baixa em Chicago e ao enfraquecimento do dólar. Com poucos vendedores ativos, os preços desmotivaram os produtores, que devem manter uma postura retraída até o final da semana, conforme destacou a Safras Consultoria.

Queda nos Preços da Soja em Diversas Regiões
  • Passo Fundo (RS): de R$ 134,50 para R$ 133,00 por saca de 60 quilos.
  • Região das Missões (RS): de R$ 133,50 para R$ 132,50 por saca.
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 141,50 para R$ 140,00 por saca.
  • Cascavel (PR): de R$ 132,00 para R$ 130,00 por saca.
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 140,00 para R$ 138,00 por saca.
  • Rondonópolis (MT): de R$ 125,00 para R$ 123,00 por saca.
  • Dourados (MS): de R$ 125,00 para R$ 124,00 por saca.
  • Rio Verde (GO): de R$ 125,00 para R$ 123,00 por saca.
  • Desvalorização em Chicago e Influência do Plantio nos EUA
Leia Também:  Preço do suíno vivo atinge maior média mensal do ano em setembro

Os contratos de soja para julho apresentaram uma desvalorização de 0,63%, cotados a US$ 12,21 ¾ por bushel. O mercado continuou a tendência negativa do pregão anterior, pressionado pelo avanço do plantio nos Estados Unidos. Uma janela de clima seco no Meio-Oeste americano está favorecendo o plantio antes da previsão de retorno das chuvas no final da semana. A valorização do dólar em relação a outras moedas também contribui para a queda das cotações.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou recentemente um relatório sobre o progresso do plantio da soja, indicando que até 26 de maio, 68% da área estava plantada, em comparação com 78% no mesmo período do ano anterior e uma média de 63% nos últimos cinco anos. Na semana anterior, o plantio estava em 52%.

Preços FOB e Prêmios de Exportação

Os preços FOB da soja recuaram nos portos brasileiros na terça-feira, influenciados pela queda dos contratos futuros em Chicago e a diminuição dos prêmios de exportação. Para junho, os prêmios de exportação da soja no Porto de Paranaguá estavam entre +15 e +35 centavos de dólar sobre Chicago. Para julho de 2024, os prêmios variavam de +25 a +40 centavos, e para agosto de 2024, de +40 a +60 centavos.

Leia Também:  Conflito no Oriente Médio eleva risco para 41% da ureia exportada globalmente

O preço FOB (flat price) para junho ficou entre US$ 464,10 e US$ 471,40 por tonelada na terça-feira, enquanto no dia anterior oscilava entre R$ 457,30 e R$ 462,80.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registrou uma alta de 0,47%, cotado a R$ 5,1783. O dollar index (DXY) subiu 0,08%, atingindo 104,69 pontos.

As principais bolsas de valores na Ásia fecharam em baixa, exceto Xangai, que subiu 0,05%. Em Tóquio, houve uma queda de 0,77%. As principais bolsas na Europa também operam em baixa: Paris com -1,22%, Frankfurt com -0,89% e Londres com -0,40%.

O preço do petróleo registra alta, com o WTI para julho subindo 0,66%, cotado a US$ 80,36 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia Também:  Acidentes de trabalho no Brasil somam 612 mil em 2022
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia Também:  Karoline Lima assumi namoro com Léo Pereira, do Flamengo: ‘Te assumi pro Brasil’
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA