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Curso de Biocombustíveis Capacita Técnicos e Tomadores de Decisões em 13 Países da América

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O curso “Os biocombustíveis líquidos na transição energética e climática: formulação de políticas e novas tecnologias”, parte do Programa de Inovação e Bioeconomia do IICA, formou 200 técnicos governamentais e tomadores de decisões de 13 países da América Latina e do Caribe. Essa iniciativa, apoiada pelo Conselho de Grãos dos Estados Unidos (USGC) e pela Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), visa fortalecer as capacidades no setor de biocombustíveis.

Durante o workshop realizado na sede central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), foi concluído um ciclo de formação dirigido aos atores da cadeia de valor de biocombustíveis, além de técnicos governamentais e tomadores de decisões da região. O curso abordou temas como a introdução aos biocombustíveis, a relação entre biocombustíveis e descarbonização global, tecnologias sustentáveis de biocombustíveis de aviação, entre outros.

Os biocombustíveis desempenham um papel crucial na mitigação da mudança climática, na segurança energética e no desenvolvimento rural, contribuindo para a conservação dos ecossistemas naturais e a sustentabilidade do planeta. A intensificação do treinamento nessa área é fundamental para promover o conhecimento e a implementação de políticas públicas eficazes.

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O curso contou com a participação de mais de 200 profissionais de países como México, Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Venezuela. Essa colaboração entre diferentes países fortalece o intercâmbio de experiências e conhecimentos, contribuindo para o avanço conjunto no setor de biocombustíveis.

Ao longo do programa, foram discutidos temas essenciais para o desenvolvimento sustentável do setor, incluindo infraestrutura necessária, impactos na cadeia de valor agroindustrial e produção rural. A troca de experiências entre os participantes enriqueceu o debate e promoveu uma compreensão mais ampla dos desafios e oportunidades relacionados aos biocombustíveis.

Esse esforço conjunto demonstra o compromisso das instituições envolvidas em impulsionar a transição para uma economia mais sustentável e resiliente, destacando o papel dos biocombustíveis como parte integrante desse processo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

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O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
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Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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