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Embrapa Cultiva com Sucesso Planta do Cerrado em Casa de Vegetação

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Pela primeira vez, a ciência alcançou um feito notável: a reprodução da Paepalanthus acanthophyllus, conhecida como “chuveirinho”, em casa de vegetação. Essa planta, típica do Cerrado, foi cultivada com sucesso pela pesquisadora Dulce Alves, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF). Essa conquista não apenas abre caminho para a preservação das espécies do bioma, mas também para novas oportunidades de negócio no mercado de plantas ornamentais, enriquecendo o paisagismo urbano da região.

Potencial Ornamental e Preservação Ambiental

Dulce Alves destaca a importância dessa conquista diante da forte cultura de importação de espécies estrangeiras para a ornamentação de jardins. Muitas dessas plantas não se adaptam às condições ambientais locais, o que reforça a necessidade de promover espécies nativas. A pesquisa concentrou-se em espécies herbáceas do Cerrado, visando não apenas a sua preservação, mas também a sua utilização ornamental.

A motivação para o estudo surgiu da percepção do rápido declínio das espécies do Cerrado e da falta de disponibilidade dessas plantas nos viveiros. A pesquisadora se empenhou em desenvolver técnicas de cultivo para essas espécies, enfrentando desafios e ampliando os conhecimentos sobre o cultivo de plantas nativas em ambientes controlados.

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Desafios e Descobertas

A pesquisa começou com a coleta de sementes da planta “chuveirinho”, impulsionada pela preocupação com a extinção iminente de várias espécies do Cerrado. A dificuldade inicial reside na peculiaridade da germinação das sementes e no manejo delicado das plantas. Contudo, após diversas tentativas e ajustes, foi possível não só germinar as sementes, mas também florescer a planta em ambiente controlado.

Um aspecto interessante observado foi o crescimento exuberante das plantas em solo de qualidade, em comparação com o ambiente natural. Essa descoberta destaca a importância do estudo e do manejo adequado do solo para o cultivo dessas espécies.

Perspectivas Futuras

A pesquisadora agora busca parcerias no mercado para expandir o cultivo dessas plantas em larga escala, visando sua comercialização. O objetivo é não apenas promover a preservação das espécies do Cerrado, mas também contribuir para o paisagismo urbano e a sustentabilidade ambiental. O potencial dessas espécies, adaptadas às condições locais, pode reduzir a necessidade de manutenção e insumos, tornando-se uma alternativa viável para o paisagismo urbano sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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