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Pilotos da Haas vão largar dos boxes no GP de Mônaco da Fórmula 1

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Pilotos da Haas vão largar dos boxes no GP de Mônaco da Fórmula 1
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Pilotos da Haas vão largar dos boxes no GP de Mônaco da Fórmula 1

A equipe Haas foi reprovada na inspeção técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ao fim do treino classificatório do GP de Mônaco de Fórmula 1, neste sábado (25). A decisão fará os pilotos da equipe, o alemão Nico Hülkenberg e o dinamarquês Kevin Magnussen, largarem dos boxes no domingo (26).

De acordo com a FIA, havia irregularidades nas asas traseiras de ambos os carros do time americano. A Haas confirmou a constatação de uma “falha técnica” nos monopostos. Como consequência, a FIA desclassificou os dois pilotos no treino classificatório. Daí a necessidade de partirem dos boxes no GP disputado nas ruas de Montecarlo. Assim, Hülkenberg e Magnussen perderam o 12º e o 15º lugares obtidos no treino classificatório.

A punição favoreceu diretamente os rivais, que conquistaram até duas posições no grid deste domingo. O australiano Daniel Ricciardo, o canadense Lance Stroll e o espanhol Fernando Alonso galgaram uma colocação cada no grid , enquanto o americano Logan Sargeant, o mexicano Sergio Pérez, o finlandês Valtteri Bottas e o chinês Guanyu Zhou subiram dois postos.

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O tradicional GP de Mônaco tem largada marcada para as 10h deste domingo. No “quintal de casa”, o monegasco Charles Leclerc quebrou a sequência de poles consecutivas de Max Verstappen e cravou a volta mais rápida do treino classificatório. O piloto da Ferrari revelou estar sentindo uma “sensação especial” e garantiu grandes coisas na corrida.

“Estou muito feliz com a volta, com a emoção lá no alto. A sensação é excelente, tudo muito especial. Posso conseguir grandes coisas e a vitória é o objetivo. Preciso de uma boa largada e quando fizermos isso, espero que Carlos Sainz possa me seguir. No passado não conseguimos isso, mas temos a certeza que somos um time mais forte” , afirmou.

Mencionado por Leclerc, Sainz largará na terceira posição, atrás também de Oscar Piastri, da McLaren. Max Verstappen sairá do sexto lugar, tendo os pilotos da Mercedes – George Russell e Lewis Hamilton , à sua frente.

“Agora eu sei, com mais experiência do que nunca, que a classificação por mais que ajude, não garante um triunfo. O cenário está perfeito, mas aconteça o que acontecer, precisamos trazer essa vitória para casa” , completou Leclerc, que teve o discurso otimista acompanhado por seu companheiro de equipe.

O espanhol revelou que a Ferrari jogará em equipe em Mônaco. “É Mônaco. Tudo pode acontecer e vamos dar o nosso melhor. A prioridade será vencer com Charles amanhã (domingo)” , disse.

“Acho que, no geral, foi uma melhoria para mim, já que estive sofrendo durante todo o fim de semana com a confiança para me sentir melhor dentro do carro. Então, no geral, dar o máximo e largar em terceiro é um passo na direção certa. Não estou totalmente feliz porque gostaria de estar brigando pela pole, mas Charles tem feito um trabalho incrível. O carro também esteve muito bom durante todo o fim de semana e ele conseguiu extrair o máximo, então estou feliz por ele” , disse.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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