AGRONEGÓCIO
Produtores Finalizam Plantio do Milho Safrinha e se Preparam para a Colheita
Publicado em
24 de maio de 2024por
Da RedaçãoCom o plantio do milho safrinha concluído, os produtores agora se concentram em monitorar o desenvolvimento das plantas para identificar o momento ideal da colheita. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 111,64 milhões de toneladas, uma redução de 15,4% em comparação à temporada anterior.
Preparar e planejar a colheita são passos essenciais para garantir o sucesso operacional e financeiro da safra. Para minimizar os riscos, é crucial que os maquinários estejam bem ajustados. O teor de umidade dos grãos é particularmente importante: grãos muito secos podem ser danificados por colhedoras mal ajustadas, enquanto grãos muito úmidos demandam investimentos adicionais em secagem.
Roney Smolareck, engenheiro agrônomo da Loc Solution, empresa que detém a marca Motomco de medidores de umidade, destaca a importância de definir os processos de colheita antecipadamente, ainda na fase de planejamento da safra. Fatores como a incidência de chuvas, manutenção das colheitadeiras, época de plantio, armazenamento e o uso de ferramentas que ajudam a determinar o ponto exato de colheita devem ser considerados pelo produtor.
Para garantir a qualidade do milho, é fundamental identificar o momento ideal da colheita utilizando medidores de umidade. A colheita deve ser realizada quando os grãos apresentam umidade em torno de 14%, se o objetivo for armazená-los debulhados e ensacados ou a granel.
A Embrapa Milho e Sorgo recomenda iniciar a colheita quando a umidade dos grãos estiver entre 18% e 25%. Nesse caso, para garantir um armazenamento seguro, é necessário que os grãos passem por um processo de secagem artificial.
Para minimizar danos, a umidade ideal para a colheita do milho situa-se entre 16% e 18%. Abaixo desses valores, os grãos podem se quebrar durante a debulha, caso a máquina não esteja bem ajustada. Portanto, além das condições climáticas, é importante ajustar corretamente as colheitadeiras para reduzir perdas e aumentar a eficiência da colheita.
Smolareck enfatiza a importância de monitorar a umidade em todas as áreas de cultivo para ajustar as colheitadeiras adequadamente. Esse processo pode ser otimizado com o uso de recursos da agricultura digital, que auxiliam em todas as etapas da produção agrícola.
Ferramentas como medidores de umidade de grãos são essenciais para o acompanhamento e controle da colheita, secagem e armazenagem de grãos. “São aparelhos com tecnologia avançada que oferecem facilidade de uso e precisão nos resultados”, explica Fernanda Rodrigues da Silva, gerente de Relacionamento com o Cliente da Loc Solution.
Ela recomenda que os produtores rurais retirem amostras representativas de grãos de milho em diversos pontos da lavoura para determinar a umidade antes da colheita. A colheita de milho é uma etapa determinante para a rentabilidade da safra, e se não for feita corretamente, pode resultar em perdas consideráveis, chegando a 8% da produção, segundo estimativas, avalia Fernanda.
O levantamento da Conab reforça a estimativa de 111,64 milhões de toneladas de milho, uma redução de 15,4% em comparação com a temporada passada. A primeira safra do cereal teve, na maioria dos estados produtores, produtividades inferiores às do último ciclo, influenciadas por condições climáticas adversas. Na segunda safra, as condições são variadas. Em Mato Grosso, a maioria das lavouras está em enchimento de grãos, com bom desenvolvimento e boa reserva hídrica no solo. Em contraste, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e parte do Paraná, a redução das precipitações em abril causou estresse hídrico em várias áreas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Rastreamento no Agro: avanço necessário ou barreira comercial disfarçada? Debate ganha força no mercado global
Published
17 minutos agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
Rastreabilidade no agro divide opiniões e se consolida como exigência global
A rastreabilidade dos alimentos deixou de ser tendência para se tornar uma exigência consolidada no comércio internacional. O tema, porém, tem gerado debate no agronegócio brasileiro: trata-se de um avanço em transparência e competitividade ou de uma nova forma de barreira comercial disfarçada?
Para Leandro Viegas, empresário, bacharel em Direito, administrador, produtor rural e cofundador e CEO da Sell Agro, não há mais volta. Segundo ele, o ponto central da discussão já não é se o setor deve adotar a rastreabilidade, mas como implementá-la de forma que fortaleça o produtor rural e não o limite no mercado global.
Pressão global por transparência redefine o comércio agrícola
O aumento da exigência por informações sobre origem, impacto ambiental e conformidade sanitária dos alimentos reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor e dos mercados internacionais.
Essa demanda não se restringe a regiões específicas, como a Europa, mas se consolida como uma tendência global.
No caso do Brasil, o impacto é ainda mais relevante. O país se mantém entre os maiores exportadores de alimentos do mundo. Em 2025, o agronegócio respondeu por US$ 169,2 bilhões em exportações, representando 48,5% de toda a pauta exportadora nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Esse peso reforça que qualquer mudança regulatória internacional afeta diretamente toda a cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes tradings.
Quando a sustentabilidade vira disputa comercial
Embora a rastreabilidade seja amplamente associada à sustentabilidade, o debate ganha complexidade quando entra no campo político e comercial.
Nos últimos anos, aumentaram as exigências de mercados importadores sobre práticas ambientais e comprovação de origem. Em alguns casos, essas medidas são vistas como evolução natural dos padrões globais. Em outros, surgem questionamentos sobre possível uso dessas exigências como forma de proteção comercial indireta.
O Brasil, por exemplo, possui um dos códigos ambientais mais rigorosos do mundo, com exigências significativas de preservação dentro das propriedades rurais. Ainda assim, o país frequentemente enfrenta desconfiança em mercados externos.
Esse contraste alimenta o debate sobre a necessidade de critérios técnicos, proporcionais e equilibrados na definição das regras de rastreabilidade.
Pequenos e médios produtores podem ser os mais afetados
Um dos principais pontos de atenção está no impacto das novas exigências sobre pequenos e médios produtores rurais.
Enquanto grandes grupos do agronegócio contam com estrutura técnica, tecnologia e equipes especializadas para atender rapidamente normas de certificação e monitoramento, a realidade no campo é desigual.
Muitos produtores ainda enfrentam limitações de conectividade, acesso à assistência técnica e ferramentas digitais, o que dificulta a adequação às novas exigências do mercado internacional.
O risco apontado por especialistas é que a rastreabilidade, se mal implementada, se torne uma barreira de entrada em vez de um mecanismo de inclusão produtiva.
Tecnologia já é aliada do agro brasileiro
Apesar dos desafios, o Brasil reúne condições técnicas para avançar na implementação da rastreabilidade em larga escala.
O agronegócio nacional já incorpora tecnologias como agricultura de precisão, satélites, drones, inteligência artificial e plataformas digitais de gestão no campo.
Esse nível de inovação posiciona o país como referência mundial em produção agrícola tropical e cria uma base sólida para o desenvolvimento de sistemas integrados de rastreabilidade.
Inclusão e equilíbrio são pontos-chave para o futuro
Para especialistas do setor, o sucesso da rastreabilidade depende menos da tecnologia em si e mais da forma como ela será implementada.
Empresas do agronegócio têm papel estratégico nesse processo, atuando não apenas como fornecedoras de soluções, mas como parceiras dos produtores na adaptação às novas exigências.
Isso inclui capacitação, suporte técnico e acesso a ferramentas que permitam que propriedades de diferentes portes consigam atender aos padrões internacionais.
A avaliação é que a rastreabilidade deve funcionar como uma ponte entre o campo e o consumidor global, e não como um mecanismo de exclusão.
Desafio é equilibrar exigência e competitividade
A rastreabilidade é vista como caminho sem retorno no comércio global de alimentos. Ela agrega valor, aumenta a transparência e fortalece a confiança do consumidor.
No entanto, o desafio do Brasil está em garantir que essa transição ocorra de forma justa, sem penalizar produtores que já operam dentro da legalidade e da sustentabilidade exigida pela legislação nacional.
O futuro do tema depende da capacidade do setor em equilibrar inovação, inclusão e competitividade, assegurando que a evolução do mercado internacional também reconheça o papel do produtor rural brasileiro na segurança alimentar global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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