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Projeto de Lei visa impulsionar práticas sustentáveis na agricultura irrigada brasileira

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Na última quinta-feira (23), a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) deu o aval ao relatório apresentado pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), referente ao Projeto de Lei 6903/2017. O objetivo desta proposta é fomentar práticas sustentáveis no manejo de equipamentos de irrigação na agricultura nacional, com ênfase no estímulo ao aproveitamento de fontes de energia renovável, destacando-se a energia solar fotovoltaica.

Lupion ressalta a importância de se pensar na sustentabilidade dos sistemas de irrigação, evidenciando que muitos produtores já adotam tecnologias nesse sentido, uma vez que as áreas conservadas por esses profissionais correspondem a mais de 25% do território brasileiro. Ele salienta que a preservação ambiental é uma preocupação central para os agricultores, e que o Brasil possui uma legislação ambiental rigorosa, como o Código Florestal, o que impulsiona a busca por soluções que integrem produtividade e responsabilidade ambiental.

O texto do projeto de lei estabelece que o apoio do poder público deve priorizar os agricultores familiares irrigantes e pequenos produtores, além de enfatizar que a Política Nacional de Irrigação deve concentrar esforços no desenvolvimento de pesquisas voltadas para a promoção da sustentabilidade na agricultura irrigada, fazendo uso de energias renováveis.

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No que diz respeito às energias renováveis, o projeto define essas fontes como recursos naturais capazes de se regenerar, enumerando opções como energia solar fotovoltaica, energia eólica, biomassa, biogás e pequenas centrais hidrelétricas. Essas alternativas são preferenciais por sua sustentabilidade e menor impacto ambiental em relação às fontes não renováveis, como os combustíveis fósseis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos de produção se estabilizam, mas queda nos preços recebidos reduz rentabilidade do agro gaúcho

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O agronegócio do Rio Grande do Sul enfrentou um cenário desafiador em maio de 2026. Apesar da estabilidade nos custos de produção, a queda nos preços recebidos pelos produtores rurais voltou a pressionar a rentabilidade das atividades agropecuárias, ampliando a preocupação do setor com as margens de lucro ao longo do ano.

Dados divulgados pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul mostram que o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou variação positiva de apenas 0,04% no mês, refletindo um ambiente de relativa estabilidade para os custos da atividade rural.

Por outro lado, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) apresentou retração de 1,98%, interrompendo a trajetória de recuperação observada nos meses anteriores e reduzindo a receita gerada pelas principais cadeias produtivas do estado.

Queda do dólar e do diesel ajudou a conter os custos

Segundo a Farsul, a estabilidade dos custos foi favorecida principalmente pela valorização do real frente ao dólar, fator que reduziu os preços de insumos importados amplamente utilizados no campo, como fertilizantes e defensivos agrícolas.

Além disso, a redução nos preços do diesel contribuiu para aliviar despesas relacionadas ao transporte, operações mecanizadas e logística das propriedades rurais.

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Apesar do resultado praticamente estável em maio, os indicadores apontam que a pressão sobre os custos voltou a ganhar força ao longo dos últimos meses.

No acumulado de 12 meses, o IICP registra alta de 3,11%, sinalizando uma reversão do cenário de deflação observado em parte de 2025. Já no acumulado de 2026, o avanço chega a 5,94%, impulsionado principalmente pelas elevações registradas entre março e abril.

Soja, arroz e suínos puxam queda da receita no campo

Enquanto os custos ficaram praticamente estáveis, a receita dos produtores sofreu novo recuo em maio.

A retração de 1,98% no IIPR foi influenciada principalmente pela desvalorização de importantes produtos da agropecuária gaúcha, entre eles soja, arroz e suínos.

Com o resultado, o índice acumula queda de 7,64% nos últimos 12 meses, demonstrando que os valores pagos ao produtor continuam inferiores aos registrados no mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça um dos principais desafios enfrentados pelo setor: a dificuldade de manter a rentabilidade quando os preços dos produtos agropecuários recuam mais rapidamente do que os custos de produção.

Inflação dos alimentos não tem origem no campo

Outro ponto destacado pelo levantamento é a diferença entre os preços recebidos pelos produtores e os valores pagos pelos consumidores nos supermercados.

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De acordo com a análise da Farsul, enquanto o IIPR acumula retração de 7,64% em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para alimentos registra alta de 3,87% no mesmo período.

Para os economistas da entidade, esse descompasso evidencia que a inflação dos alimentos não está sendo gerada dentro das propriedades rurais, mas ao longo das demais etapas da cadeia produtiva, incluindo processamento, transporte, distribuição e fatores macroeconômicos que influenciam os preços finais ao consumidor.

Perspectiva para os próximos meses

A combinação de custos ainda elevados no acumulado do ano e preços recebidos em queda mantém o produtor rural em situação de atenção. Embora fatores como câmbio mais favorável e redução do diesel tenham contribuído para aliviar parte das despesas, a recuperação da rentabilidade dependerá da valorização das principais commodities agropecuárias e de um ambiente de mercado mais favorável nos próximos meses.

Os indicadores fazem parte da série histórica monitorada pelo Sistema Farsul e servem como referência para acompanhar a evolução da renda e dos custos do setor agropecuário gaúcho.

Relatório na íntegra

Fonte: Portal do Agronegócio

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