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Etanol de Milho Surpreende e Apresenta Crescimento Contínuo

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Em abril, o preço médio do etanol hidratado manteve-se firme devido à transição entre o fim da safra anterior e o início da nova temporada, mantendo uma paridade favorável em relação à gasolina.

Em Paulínia, a cotação média do etanol hidratado em abril atingiu R$ 2,48 por litro, sem impostos, um aumento de 10,5% em relação à média de março. Esses valores foram sustentados pela alta demanda e pela oferta reduzida, característica do fim da entressafra. Entretanto, com o início das operações das usinas em abril, os preços começaram a enfraquecer a partir da segunda quinzena, refletindo a melhora na oferta do biocombustível. Esse movimento de acomodação continuou na primeira quinzena de maio, com a média ficando 1,3% abaixo de abril.

Recorde Histórico na Produção de Etanol

De acordo com dados da UNICA, a safra 2023/24 alcançou um recorde histórico de produção no Centro-Sul do Brasil, totalizando 33,6 bilhões de litros de etanol, um aumento de 16,2% em relação à safra anterior e 1,0% acima do recorde anterior registrado na safra 2019/20. Destaca-se o aumento de 1,83 bilhão de litros de etanol produzido a partir do milho, um crescimento de 41,4% em comparação ao ciclo anterior, representando 18,6% do total de etanol produzido no Brasil. Do total produzido, 13,1 bilhões de litros foram de etanol anidro, um aumento de 6,6% em relação à safra passada, enquanto a produção de etanol hidratado atingiu 20,5 bilhões de litros, um aumento de 23,2%.

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Aumento no Consumo de Etanol

Segundo a ANP, o volume de etanol hidratado comercializado pelas distribuidoras entre abril de 2023 e março de 2024 aumentou 19% em relação ao período anterior, totalizando 17,9 milhões de metros cúbicos. Esse aumento no consumo foi observado a partir do segundo semestre, devido à paridade em relação à gasolina estar abaixo de 70% nos principais estados consumidores. Na última semana de abril, a paridade em São Paulo era de 65%.

A expansão contínua do etanol de milho e o recorde de produção destacam a importância crescente desse biocombustível no Brasil, fortalecendo a indústria e promovendo uma alternativa sustentável à gasolina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do açúcar recua nas bolsas internacionais, enquanto preços no Brasil mostram sinais de recuperação

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O mercado internacional do açúcar encerrou a terça-feira (10) em queda nas principais bolsas globais, pressionado pelo aumento da oferta mundial, pelo desempenho das exportações dos grandes produtores e pela forte desvalorização do petróleo. No Brasil, porém, os preços do açúcar cristal e do etanol registraram recuperação diária, indicando uma possível reação do mercado interno.

Açúcar bruto fecha em baixa na Bolsa de Nova York

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto voltaram a recuar. O vencimento julho/26 fechou cotado a 14,08 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,04 ponto.

Os demais contratos também encerraram o pregão no campo negativo:

  • Outubro/26: 14,54 cents/lbp (-0,09 ponto);
  • Março/27: 15,42 cents/lbp (-0,09 ponto);
  • Demais vencimentos também registraram desvalorizações.

O movimento reflete a percepção de um mercado amplamente abastecido, especialmente diante da forte produção observada nos principais países exportadores.

Açúcar branco acompanha perdas em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou a sessão em baixa.

Os principais contratos fecharam em:

  • Agosto/26: US$ 445,00 por tonelada (-US$ 0,10);
  • Outubro/26: US$ 439,30 por tonelada (-US$ 0,90);
  • Dezembro/26: US$ 437,80 por tonelada (-US$ 1,00).
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A pressão sobre as cotações internacionais continua associada ao avanço da safra brasileira e ao aumento da disponibilidade global da commodity.

Mercado físico brasileiro apresenta recuperação

Em sentido contrário ao mercado externo, o açúcar cristal negociado no mercado paulista registrou valorização.

De acordo com o indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco foi negociada a R$ 92,90, alta de 1,69% em relação ao fechamento anterior.

Apesar da recuperação diária, o indicador ainda acumula recuo de 0,11% em junho, refletindo um ambiente de negócios cauteloso em meio ao avanço da moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul.

Etanol hidratado também registra avanço

O mercado de etanol acompanhou o movimento positivo observado no açúcar.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.321,50 por metro cúbico, registrando valorização de 0,39% na comparação diária.

Mesmo com a recuperação recente, o biocombustível ainda acumula queda de 1,28% no mês, pressionado pela maior oferta decorrente do pico da safra sucroenergética.

Petróleo e oferta global seguem no radar do mercado

A recente queda dos preços do petróleo continua sendo um dos principais fatores de pressão para o açúcar. Com combustíveis fósseis mais baratos, o etanol perde competitividade, reduzindo o incentivo para a destinação da cana à produção de biocombustíveis.

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Nesse cenário, cresce a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima para a fabricação de açúcar, aumentando a oferta disponível no mercado internacional.

Além disso, os investidores seguem monitorando o desempenho das exportações da Tailândia e o forte ritmo produtivo do Centro-Sul do Brasil, fatores que reforçam a perspectiva de abundância global da commodity.

Por outro lado, preocupações climáticas relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre importantes regiões produtoras continuam limitando quedas mais acentuadas nas cotações internacionais, mantendo um componente de risco no mercado para os próximos meses.

Perspectivas

O mercado do açúcar segue dividido entre a pressão de uma oferta global robusta e as incertezas climáticas que podem afetar a produção futura. No Brasil, a recuperação dos preços do açúcar cristal e do etanol sugere maior sustentação no mercado físico, embora a evolução da safra e o comportamento do petróleo continuem sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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