AGRONEGÓCIO

Pesquisa Propõe Indicadores Ambientais para Agricultura Sustentável em Goiás

Publicado em

Pesquisadores da Embrapa e da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater Goiás) uniram esforços para desenvolver um método inovador de medir os impactos das atividades agrícolas de propriedades familiares no meio ambiente. Esse trabalho visa propor indicadores que permitam avaliar a dinâmica, as alterações e o equilíbrio do sistema produtivo, especialmente em propriedades que adotam práticas agroecológicas.

Desenvolvimento e Aplicação dos Indicadores

O estudo foi conduzido em colaboração com agricultores familiares associados à Associação dos Produtores Agroecológicos de Anápolis e Região (Aproar), no município de Anápolis (GO). O foco principal foi a criação de indicadores ambientais relacionados à qualidade do solo e à sanidade dos cultivos. Esses indicadores, divididos em atributos observáveis, visam avaliar não apenas a atividade produtiva, mas também aspectos essenciais do ecossistema local.

Cada indicador recebeu uma avaliação em uma escala de zero a dez, considerando diferentes aspectos, como compactação do solo, atividade microbiológica, presença de erosão, saúde das plantas e diversidade de inimigos naturais de pragas. Segundo Agostinho Didonet, pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão (GO), esses indicadores foram desenvolvidos com base nas práticas agroecológicas já adotadas pelos agricultores, combinando conhecimentos técnicos e práticos.

Leia Também:  91,8% dos produtores rurais do Brasil seguem critérios ambientais, sociais e de governança
Resultados e Recomendações

A aplicação desses indicadores permitiu identificar aspectos cruciais para a produção e o meio ambiente. Didonet destaca a importância da inserção de adubos verdes para melhorar a matéria orgânica do solo, além de evidenciar práticas positivas, como diversidade de cultivos, manejo sustentável da irrigação e controle natural de pragas.

O pesquisador enfatiza a necessidade de avaliações contínuas para entender a dinâmica e possíveis alterações ao longo do tempo. Ele ressalta ainda a importância de atividades de treinamento e capacitação para disseminar tecnologias úteis e promover a agricultura sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Produtores rurais de Goiás deverão  vacinar animais a partir de 1º de novembro

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Aliare inaugura primeira unidade no Rio Grande do Sul e acelera expansão no agronegócio digital

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA