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Conheça Qiddiya City, a nova capital do entretenimento na Arábia Saudita

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Conheça Qiddiya City, a nova capital do entretenimento na Arábia Saudita
Redação GPS

Conheça Qiddiya City, a nova capital do entretenimento na Arábia Saudita

A cerca de 40 minutos do centro da capital saudita, Riyadh, surge Qiddiya City , um ambicioso projeto que promete transformar a paisagem do entretenimento global. Com mais de 360 km², a cidade é projetada para ser um polo de atrações e atividades, distribuídas em 25 distritos, com um tempo de travessia de aproximadamente 25 minutos.

A expectativa é que Qiddiya City acomode cerca de 600 mil residentes e atraia anualmente 48 milhões de visitantes, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de entretenimento do mundo.

Principais Atrações

Qiddiya City contará com mais de 400 atrações, incluindo mais de 12 parques temáticos. Destaque para o Six Flags Qiddiya City, que ocupa 320 mil m² e oferece 28 atrações. Entre elas, a montanha-russa Falcon’s Flight, uma das mais ousadas do mundo, com 195 metros de altura, alcançando velocidades de até 250 km/h em um trajeto de três minutos.

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Atualmente, a construção do parque está 59% concluída, com um investimento de 3,75 bilhões de riais sauditas (mais de R$5 bilhões).

Outro destaque é o Parque de Dragon Ball, que abrange 500 mil m² e é dividido em sete zonas temáticas inspiradas nas Esferas do Dragão, oferecendo 30 atrações, incluindo uma montanha-russa com um dragão de 70 metros. Hotéis temáticos também estão planejados para circundar o parque.

Além disso, Aquarabia é um parque aquático inovador com 250 mil m² e oito zonas temáticas. Com 22 atrações, destaca-se a montanha-russa aquática mais alta do mundo, com 42 metros, e 81 luxuosas cabanas climatizadas. A construção do Aquarabia está 72% completa.

Infraestrutura Esportiva

O local também terá um centro esportivo de destaque. O Estádio Príncipe Mohammed bin Salman está localizado no topo do penhasco de Tuwaiq, a 200 metros de altura. Com capacidade para 45 mil espectadores, o estádio possui um teto retrátil, uma parede de LED e um lago de resfriamento ecológico. Al-Hilal e Al-Nassr, dois dos principais clubes sauditas, terão o estádio como casa, e há planos para candidatar o local à Copa do Mundo de 2034.

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Além disso, a cidade contará com uma pista de corrida para carros que atingem até 325 km/h, com parte da pista elevada a 70 metros do chão. O Distrito de Jogos e e-Sports incluirá arenas e espaços dedicados a equipes e empresas do setor de jogos eletrônicos.

Desenvolvimento e Investimentos

O projeto é desenvolvido pela Companhia de Investimentos Qiddiya (QIC), uma afiliada ao Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. O país planeja investir mais de 800 bilhões de dólares no setor de turismo, visando atrair 100 milhões de turistas até 2030.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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