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Publicado na revista Scientia Agricola, da Esalq, pesquisa identificou infecção em picão preto, girassol e alface

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Uma equipe de pesquisadores detectou, pela primeira vez no Brasil, a presença do bidens mottle virus (BiMoV). Publicado na revista Scientia Agricola (v.81, e20230078, 2024), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), o estudo relata plantas de Zinnia sp. e picão-preto com sintomas de infecção por vírus, encontradas no município de Santa Bárbara d’Oeste-SP.

Partículas e inclusões citoplasmáticas típicas de infecção por potyvírus foram observadas por microscopia eletrônica de transmissão em folhas sintomáticas. A infecção das plantas com o bidens mottle virus (BiMoV) foi confirmada por RT-PCR e sequenciamento de nucleotídeos. A sequência do genoma quase completo do isolado brasileiro possui 95,6% de identidade com a sequência de nucleotídeos de um isolado do BiMoV dos Estados Unidos.

O BiMoV foi transmitido mecanicamente e causou infecção sistêmica em plantas de Zinnia sp., picão-preto, girassol e alface. Pulgões da espécie Myzus persicae transmitiram o vírus para plantas de Zinnia sp. com eficiência de 8% e 42%, usando um e dez pulgões por planta, respectivamente. Esta é a primeira detecção do BiMoV no Brasil. Os pesquisadores reforçam, no entanto, a necessidade de estudos adicionais para avaliar a distribuição desse potyvírus no país.

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Integram a equipe de pesquisadores Gabriel Madoglio Favara, Camila Geovana Ferro, Vinicius Henrique Bello, Felipe Franco de Oliveira, Heron Delgado Kraide, Marcos Roberto Ribeiro-Junior, Renate Krause-Sakate, Elliot Watanabe Kitajima, Jorge Alberto Marques Rezende.

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Plantas de Zinnia sp. (A e B) infectadas com o bidens mottle virus (BiMoV) exibindo sintomas de mosaico, deformação foliar e variegação nas flores. Plantas de picão-preto (C e D) infectadas com o BiMoV exibindo sintomas de mosqueado foliar. Crédito da foto: Gabriel Madoglio Favara.

Acesse o estudo na íntegra

Fonte: Esalq/USP

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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