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Mês da adoção: Encontro no Tribunal encerra projeto da Associação Mato-grossense

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Após uma jornada por 10 comarcas-polo do Poder Judiciário de Mato Grosso, a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), um grupo dedicado ao apoio e promoção da adoção no estado, encerra na próxima quarta-feira (22), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o projeto “Ampara na Estrada”. O encontro, das 7h30 às 12h, reunirá profissionais do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), pretendentes à adoção e famílias adotivas no Auditório Gervásio Leite, na sede do TJMT.
 
O projeto “Ampara na Estrada” passou pelas comarcas de Tangará da Serra, Diamantino, Cáceres, Primavera do Leste, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Juína, Alta Floresta, São Félix do Araguaia e finaliza com o encontro na Capital para dialogar sobre aspectos do processo adotivo e o papel do Grupo de Apoio à Adoção (GAAs), buscando criar ou fortalecer o grupo de cada localidade.
 
A Ampara é composta por voluntários comprometidos com a divulgação, orientação e transmissão de informações sobre a adoção. É uma grande parceira da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), setor da Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso responsável pelo acompanhamento dos casos de adoção no Estado e neste mês de maio, em comemoração ao Mês da Adoção, está realizando uma série de atividades.
 
Confiram abaixo as atividades desenvolvidas:
22 de Maio: Ampara na Estrada
No dia 22 de maio, das 7h30 às 12h, será realizado o encerramento do projeto “Ampara na Estrada” no TJMT (Auditório Gervásio Leite). Este encontro reunirá profissionais do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), pretendentes à adoção e famílias adotivas. O projeto passou por 10 comarcas-polo e busca criar ou fortalecer um GAA em cada localidade.
 
22 e 23 de Maio: Seminário Adoção – Família para Todos
Nos dias 22 e 23 de maio, das 19h às 21h30, será realizado o seminário “Adoção – Família para Todos” na Faculdade Invest (Coxipó). Este evento contará com mesas redondas, diálogos com o público e momentos de entrevistas com pessoas que têm experiência direta com o processo adotivo, abordando temas cruciais sobre adoção e direitos das crianças e adolescentes.
 
23 de Maio: Solenidade de Premiação do 11° Concurso de Redação
No dia 23 de maio, às 14h30, ocorrerá a solenidade de premiação do 11° Concurso de Redação “Adoção – Família para Todos” no Auditório da Faculdade Invest (Coxipó-Cuiabá), com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube @amparacuiaba. Estudantes de 33 escolas de 25 municípios competirão por prêmios de R$ 500, R$ 250 e R$ 150 para os três melhores textos do 6° ao 9° ano.
 
 
25 de Maio: Dia Nacional da Adoção
Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, a Ampara convida todos os apoiadores a enviar vídeos de até 30 segundos respondendo: “Qual o significado da adoção na sua vida?”. Esses vídeos serão publicados nas redes sociais da associação.
 
29 de Maio: Participação no Podcast
Para finalizar as atividades do mês, no dia 29 de maio, às 8h30, haverá a participação no podcast “O papel do advogado no processo de adoção”, em parceria com o IBDFAM/MT. O evento será realizado na sala de reuniões (plenarinho) da OAB, com a presença do Procurador de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Sávio Bittencourt, e será transmitido online pelo canal @Amparacuiaba.
 
7 de Maio: Palestra “Eu sou o futuro!”
As atividades começaram no dia 7 de maio com a palestra “Eu sou o futuro!”, ministrada pelas integrantes da AMPARA, Denise Araújo Campos e Fernanda Denadai Neves Bueno, no Fórum da Comarca de Cáceres. Este evento foi promovido pelo juiz da Primeira Vara Cível de Cáceres, Pierro de Faria Mendes, com apoio do Ministério Público Estadual (MPE) e da Prefeitura de Cáceres.
 
13 de Maio: EnGAAja
No dia 13 de maio, das 19h às 20h30, foi realizado o encontro on-line “EnGAAja” pelo Zoom, reunindo líderes dos GAAs formados nas comarcas do Estado. O objetivo é fortalecer a união e a articulação desses grupos para promover ações eficazes em defesa do direito à convivência familiar e comunitária.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem: cartaz da capacitação: Eu Sou o futuro. Uma criança aparece de costas. No meio está escrito: Eu sou o futuro!
 
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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